O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (8), durante uma reunião em Brasília, com a presença de lideranças políticas, entre elas o senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL), os deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Zé Vitor (PL), o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o vice-governador eleito Luís Eduardo Falcão.
Em vídeo divulgado após o encontro, Cleitinho declarou que já apoiava Flávio desde o momento em que o senador anunciou a candidatura à Presidência. “Já tô apoiando o Flávio desde quando ele falou que era candidato a presidente”, afirma.
O governador também afirmou que, caso Flávio seja eleito, pretende dialogar com o futuro governo sobre a dívida de Minas Gerais com a União. Segundo Cleitinho, a relação com o governo será necessária para discutir questões de interesse do estado.
Cleitinho apoia o fim da escala 6×1
Apesar do apoio a Flávio Bolsonaro, Cleitinho possui uma posição diferente do candidato sobre a escala 6×1. O governador eleito afirmou que pretende votar a favor do fim do modelo de trabalho no Senado e defendeu que a proposta seja analisada ainda neste ano.
“Eu sempre opinei pelo fim da escala 6×1 e vou continuar opinando pelo fim da escala 6×1. Vou até o fim. Quero ainda ter o prazer de estar como senador para poder apertar meu dedo e poder votar”, afirmou em conversa com a imprensa.
Cleitinho já havia defendido publicamente o fim da escala 6×1 antes das eleições. Em agosto, durante pronunciamento no Senado, ele afirmou ser favorável à PEC 221/2019, que prevê dois dias de repouso semanal remunerado.
A PEC 221/2019, que está em discussão no Senado, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a adoção de dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. A proposta ainda precisa passar pelas etapas de discussão e votação na Casa.
Flávio Bolsonaro, no entanto, tem criticado a proposta em discussão e defende uma alternativa baseada na flexibilização da jornada e na remuneração por hora trabalhada. A diferença, no entanto, não impediu o apoio de Cleitinho à candidatura.










