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Cachorro morre asfixiado após tutor incendiar casa em BH

14/10/2026 às 11h02
Patas de cachorro. Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Um cachorro de médio porte morreu asfixiado após um incêndio atingir uma casa no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, um homem de 24 anos teria ateado fogo em um colchão dentro do imóvel, na noite dessa terça-feira (13). Ele foi preso em flagrante.

O incêndio foi registrado por volta das 20h19, na rua Itapetinga. De acordo com relatos de vizinhos à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o homem teria provocado o fogo por motivos fúteis. A proprietária da casa, uma mulher de 71 anos, é avó do suspeito.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) mobilizou duas equipes para combater as chamas, que atingiram dois quartos de uma edificação de três pavimentos. Conforme os bombeiros, o incêndio teria ocorrido após um desentendimento seguido de tumulto entre moradores do imóvel.

O cachorro morreu em decorrência da fumaça do incêndio. Não houve registro de vítimas humanas no local.

Imóvel teve danos e precisou ser isolado

A Defesa Civil de Belo Horizonte esteve no imóvel na madrugada desta quarta-feira (14). Segundo o órgão, as chamas atingiram o primeiro pavimento da edificação. No momento da chegada da equipe, as temperaturas ainda estavam elevadas, o que impediu o acesso dos agentes para avaliar os riscos e os danos.

Por segurança, a vistoria foi adiada e deverá ser retomada assim que houver condições de acesso. Durante a ocorrência, a Defesa Civil também isolou cômodos dos segundo e terceiro pavimentos devido aos danos aparentes.

A Cemig também foi acionada porque a rede elétrica foi atingida. Segundo o boletim de ocorrência, havia fios de alta tensão caídos no chão. O BHAZ entrou em contato com a companhia e aguarda retorno.

Os moradores deixaram o imóvel e estão temporariamente abrigados na casa de familiares.

Suspeito foi preso em flagrante

Segundo o boletim de ocorrência, o homem deixou o local antes da chegada da equipe. Posteriormente, ele compareceu à base da Polícia Militar e afirmou ter sido agredido por populares.

Aos policiais, o suspeito disse que não se lembrava do ocorrido e que estava sob efeito de drogas. Como apresentava um corte no dedo da mão esquerda e dores pelo corpo, foi levado ao Hospital Risoleta Neves, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação sob escolta policial.

Ele recebeu voz de prisão em flagrante na base da PM. A área do incêndio foi isolada, e a perícia foi acionada. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Lavínia Fernandes

Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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