A Prefeitura de Belo Horizonte retomou as obras da Praça das Águas, na avenida Cristiano Machado, na região Norte da capital, que visa ampliar a capacidade de drenagem local e reduzir o risco de alagamentos. O prefeito Álvaro Damião visitou o canteiro de obras nessa terça-feira (13). Segundo ele, os trabalhos estavam parados após uma auditoria interna apontar indícios de irregularidades no contrato anterior, que levaram à investigação do Ministério Público e ao bloqueio de pagamentos por determinação judicial.
A estrutura terá capacidade para armazenar 27 milhões de litros de água da chuva. A previsão é que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2028, após a contratação do Consórcio Praça das Águas por R$ 46,9 milhões para executar os serviços restantes.
A intervenção está sendo realizada na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha. O sistema foi projetado para captar e armazenar temporariamente a água da chuva, controlando a vazão antes de direcioná-la ao Ribeirão do Onça.
Segundo a prefeitura, a estrutura terá capacidade cerca de três vezes maior que a caixa de captação existente na avenida Vilarinho, em Venda Nova. Atualmente, a Praça das Águas já funciona com aproximadamente 60% da capacidade prevista.
Por que a obra ficou parada?
Durante a visita ao canteiro, Álvaro Damião afirmou que a interrupção do contrato anterior ocorreu após técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e da Secretaria Municipal de Obras apresentarem documentos com indícios de irregularidades.
“Quando entrei na Prefeitura, técnicos da Sudecap e da Secretaria de Obras me apresentaram documentos com indícios de irregularidades. No mesmo dia, determinei que fosse tudo encaminhado ao Ministério Público e ali começou toda a análise da Justiça”, declarou o prefeito.
De acordo com Damião, a prefeitura conseguiu autorização judicial para realizar uma nova contratação e dar continuidade aos trabalhos.
O que falta fazer?
A retomada prevê a conclusão dos serviços que já haviam sido parcialmente executados. Entre as etapas estão a implantação de estruturas de concreto e metálicas, obras de contenção, drenagem, pavimentação e sinalização, além da instalação de gradis e guarda-corpos.
O projeto também inclui adequações no sistema viário do entorno, o remanejamento de um interceptor de esgoto e o plantio de mudas como compensação ambiental.
A execução será acompanhada pela Sudecap. Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Saneamento e de um contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal.










