Uma mulher, de 24 anos, acusada de esfaquear o ex-companheiro, também de 24 anos, no pescoço e arremessar soda cáustica contra ele, foi solta em Caeté, na Grande BH. A decisão da Justiça concede liberdade provisória a ela, mas prevê uma série de medidas cautelares, incluindo o afastamento dela da vítima e a proibição de contato.
O caso ocorreu na última quarta-feira (14) em um sítio, após uma discussão envolvendo a filha do ex-casal. Segundo o boletim de ocorrência, a agressora teria ido ao local e questionado o homem sobre o paradeiro da menina. Ao ouvir que a criança estava com o avô, os dois começaram a discutir, e o desentendimento evoluiu para agressões.
Veja também
De acordo com o relato da vítima à polícia, a mulher pegou uma faca na cozinha e passou a atacá-lo. Ela também teria arremessado contra ele um líquido que, segundo o homem, seria soda cáustica preparada pela própria suspeita.
Imagens de uma câmera de segurança flagraram a mulher durante as agressões. Um amigo da vítima interveio e conseguiu retirar a faca. Ferido, o homem deixou o sítio de moto e procurou ajuda no Conselho Tutelar. Ele foi encaminhado à Santa Casa de Caeté.
Justiça impõe restrições à mulher que agrediu ex
Ao conceder liberdade provisória sem fiança, a Justiça considerou a gravidade dos fatos, mas avaliou que, neste momento, não há elementos concretos que demonstrem que medidas cautelares seriam insuficientes para proteger a vítima. A decisão estabelece que Lorena mantenha distância mínima de 300 metros do ex-companheiro e não entre em contato com ele por nenhum meio.
A mulher também deverá comparecer ao CAPS de Caeté em até 24 horas após a soltura, para iniciar ou dar continuidade ao tratamento psiquiátrico indicado pela equipe médica. A decisão determina, ainda, o comparecimento em outros momentos do processo, a manutenção constante do endereço e telefone e a proibição de deixar a cidade de Caeté por mais de oito dias sem autorização judicial.
Em relação à filha do ex-casal, a mulher deverá manter distância mínima de 300 metros, medida que será reavaliada em 30 dias. A decisão, no entanto, autoriza a comunicação com a criança por telefone, chamadas de vídeo, mensagens e outros meios que não exijam contato físico ou aproximação presencial.









