TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Empresa do Triângulo Mineiro é alvo do MP por exigir que trabalhadores troquem uniforme vermelho por camisa da Seleção Brasileira

20/10/2026 às 15h51
Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa

Um mercado de Capinópolis, na região do Triângulo Mineiro, foi denunciado por impor que os seus trabalhadores substituíssem o uniforme vermelho habitual por camisas da Seleção Brasileira durante o fim de semana do primeiro turno das eleições de 2026. O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) entrou com uma ação civil pública para investigar o caso.

Após o recebimento da denúncia, no dia 3 de outubro, a Polícia Militar e o Ministério Público Eleitoral foram ao mercado e confirmaram o fato. Sendo assim, o MPT buscou fazer um acordo para solucionar o problema mas a empresa recusou. Diante da gravidade e do curto período até o segundo turno das eleições, o órgão acionou a Justiça.

A Justiça do Trabalho analisou o caso e destacou que a substituição do uniforme vermelho por camisetas amarelas da Seleção Brasileira, justamente durante o período eleitoral e em um contexto de forte polarização política, apresenta indícios de interferência na liberdade de escolha dos trabalhadores. Essa ação caracteriza assédio eleitoral.

No processo, o juiz determinou que a empresa se abstenha de adotar qualquer conduta que influencie nas escolhas políticas dos trabalhadores, mesmo que indiretamente. Além disso, ela deve:

  • não exigir ou incentivar o uso de roupas, símbolos ou adereços relacionados a candidatos, partidos ou posições políticas;
  • não promover manifestações político-partidárias no ambiente de trabalho;
  • não divulgar conteúdo político-eleitoral em comunicações dirigidas aos trabalhadores;
    divulgar comunicado reafirmando o respeito à liberdade de consciência, à liberdade política e ao voto secreto.
  • O comunicado deverá ser afixado em locais visíveis da empresa e enviado individualmente aos trabalhadores, além de ser compartilhado nos grupos corporativos de mensagens.

O MPT solicitou, também, a condenação da empresa ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos. O processo ainda segue em tramitação na Justiça do Trabalho.

Isadora Poeiras

Estudante de jornalismo pela UFMG e estagiária do BHAZ desde agosto de 2026. Atuou na assessoria de imprensa de PBH e na revista Transite da UFMG

Isadora Poeiras

Email: isadora@bhaz.com.br

Estagiária de jornalismo

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ