O Minas Trend abriu a 36ª edição nesta terça-feira (20), em Belo Horizonte, com coleções de Outono/Inverno 2027 e expectativa de movimentar até R$ 50 milhões em negócios. Realizado no BH Shopping, o evento reúne cerca de 100 marcas em 191 estandes, com foco na produção mineira e na aproximação entre fabricantes e compradores. A programação segue até quinta-feira (22), com desfiles, rodadas de negócios e tendências para diferentes públicos.
Com o tema “Made in Minas”, a feira destaca a criatividade e a produção local. A expectativa da organização é receber mais de 5 mil visitantes. Entre os participantes está o Sebrae, que vê no evento uma oportunidade de ampliar o mercado para pequenos negócios.
“Participar do Minas Trend é extremamente estratégico. É onde a gente tem a oportunidade de fazer negócios, ampliar mercados para as pequenas empresas e aproximar o produtor do comprador”, afirmou Douglas Cabido, representante do Sebrae.
Moda infantil ganha espaço no Minas Trend
Um dos destaques desta edição é o Minas Trend Kids, que reúne 24 marcas e apresenta tendências para bebês, crianças e adolescentes. A proposta inclui desde peças confortáveis até tecidos peludos, estampas lúdicas, tons pastel e cores vibrantes.
A programação infantil faz parte de uma feira que também conta com desfiles de moda adulta e bijuterias, além de rodadas de negócios com compradores de diferentes regiões do país. Para Rogério Vasconcelos, presidente do Sindivest, o segmento infantil tem uma característica que ajuda a manter a demanda mesmo em períodos de dificuldade econômica.
“Apesar de todos os contratempos que a gente tem na cadeia do vestuário, o Kids é um mercado que não sofre tanto, porque mesmo com as crises a criança cresce, perde a roupa e tem que continuar comprando”, afirmou.
Setor enfrenta desafios para manter as empresas
Apesar da expectativa de negócios, a edição ocorre em um cenário de dificuldades para a indústria da moda, que enfrenta a concorrência de produtos importados e gargalos tributários. Segundo Vasconcelos, a prioridade de parte das empresas é manter as atividades diante desse contexto.
“Diante desse cenário que a gente tem hoje, a gente nem almeja o crescimento. A gente quer sobreviver, sobreviver a tudo que tá aí e se manter em pé”, disse o presidente do Sindivest.
Murilo Graciano, presidente do Sindijoias, também destacou a resistência das marcas que participam do evento. “Não é um momento de falarmos em crescimento, mas sim de enaltecer e colocar em caixa alta mesmo a resiliência das empresas que aqui estão e que acreditam neste mercado”, afirmou.
A cadeia da moda reúne mais de 115 mil empregos formais e cerca de 8,4 mil estabelecimentos em Minas Gerais, considerando os segmentos têxtil, de vestuário, acessórios, couro e calçados. O setor também se caracteriza pela presença expressiva de mulheres na força de trabalho.










