A esquina que entrou para a história da música brasileira como berço do Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, amanheceu manchada de tinta vermelha nesta sexta-feira (23). O produto foi jogado sobre as placas do memorial instalado no local, criando um aspecto semelhante ao de sangue. Luvas usadas e um pote de tintura foram encontrados no chão.
O caso foi relatado pela assessoria do espaço, que fica no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis. Não há informações sobre quem praticou o ato nem sobre quando, exatamente, o vandalismo ocorreu.
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Veja o vídeo de como ficou o Clube da Esquina após o vandalismo:
O local é um ponto de referência para admiradores da música brasileira e recebe visitantes de diferentes partes do mundo. Foi ali, na escada de uma antiga casa, que Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta e Beto Guedes se encontravam, nos anos 1960, para tocar e compor.
Revitalização concluída em 2024
O espaço passou por um processo de revitalização concluído em setembro de 2024, com intervenções para valorizar sua importância histórica e cultural. A iniciativa privada contou com a participação dos arquitetos Chico Casarões e Bruna de Sá.
Entre as melhorias realizadas estão a instalação de um banco de concreto, uma nova placa bilíngue e iluminação direcionada. O projeto também criou uma espécie de calçada da fama, com os nomes de artistas que construíram parte de suas histórias naquele endereço e um sistema de som.
A proposta foi preservar as características arquitetônicas e a atmosfera artística do imóvel, além de ampliar o conforto, a visibilidade e a acessibilidade do espaço. A antiga casa também passou a abrigar a Casa da Esquina – Arquitetura e Cultworking, voltada ao trabalho colaborativo de profissionais de diferentes áreas criativas.
A Polícia Militar (PMMG) foi acionada para a ocorrência.











