Um jovem autista de 23 anos relata ter sido hostilizado ao sair do local de votação em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Ele também questiona a atuação de policiais militares que atenderam à ocorrência.
Em entrevista ao BHAZ, o jovem contou que saía da Escola Estadual Deputado Renato Azeredo, onde votou por volta das 10h, quando um casal esbarrou nele e fez comentários contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. Ele respondeu e seguiu em direção ao carro da mãe, mas o homem foi atrás dele e pediu que repetisse o que havia dito.
A discussão evoluiu para um empurra-empurra depois que a mãe do rapaz entrou na situação. Segundo ele, o homem empurrou sua mãe, que revidou, e o padrasto interveio para separar os envolvidos.
Jovem questiona abordagem policial
Segundo o jovem, os policiais que estavam na escola pediram que o homem deixasse o local. Quando tentou fotografar a placa da motocicleta dele, porém, um dos agentes teria tentado impedi-lo.
O jovem afirma que uma segunda equipe chegou depois e abordou seus familiares. De acordo com o relato, os policiais exigiram documentos de identificação e o endereço da família antes de permitir que deixassem o local.
“Mas o cara que me agrediu foi escoltado pela polícia para poder ir embora”, questionou.
O BHAZ procurou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para esclarecer a atuação dos agentes e a dinâmica dos fatos. O posicionamento será incluído na matéria assim que houver retorno.
Assista ao vídeo:
Jovem relata crise após o episódio
O rapaz contou que teve uma crise após a confusão e está sem ir ao trabalho desde domingo. Segundo ele, os vídeos que circulam nas redes sociais foram gravados por duas mulheres que estavam no local e se ofereceram para testemunhar.
A mãe também está abalada, de acordo com o jovem. Ele afirmou que permanece em casa e está recebendo orientações sobre as medidas que pode tomar.
Família avalia providências
Até o momento, o jovem e a família ainda não haviam registrado boletim de ocorrência.
Após o episódio, policiais foram à casa da família e, segundo o jovem, disseram que a solicitação de documentos durante a abordagem era um procedimento padrão. A família questiona por que os outros envolvidos não teriam passado pela mesma exigência.








