Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Chiclete com Banana e Asa de Águia são alguns dos grandes nomes que passaram pelo Axé Brasil. Mas, nos bastidores do festival que transformou Belo Horizonte em uma grande micareta, havia uma disputa que ia muito além de garantir presença no palco: ninguém queria ficar com o último horário da programação.
A história foi contada por Emanuel Júnior, idealizador do evento, em entrevista ao podcast Arreda Pra Cá, do Portal BHAZ. Segundo o empresário, depois que o festival se consolidou, o desafio da organização deixou de ser trazer atrações e passou a ser escolher quem entraria nos melhores horários da programação. Com apenas 10 vagas, muitos artistas interessados acabavam ficando de fora.
Mas a definição dos horários das apresentações também rendia dor de cabeça. Emanuel conta que os grandes nomes do axé disputavam principalmente as primeiras posições e os horários intermediários. O último lugar, curiosamente, era o menos desejado.
“A gente tentava botar na cabeça dos baianos o seguinte: gente, o melhor lugar é o último, você vai encerrar a festa. ‘Ah, mas o último já está todo mundo bêbado, ninguém vai prestar atenção no meu show”, relembrou.
O empresário explicou que havia uma queda de braço entre os artistas para ocupar as posições consideradas mais privilegiadas. Em alguns caso, a pressão chegava ao ponto de bandas ameaçarem não participar caso não conseguissem o horário desejado.
Apesar disso, Emanuel afirma que a organização não costumava ceder às exigências. “Se você cede para um, você tem que ceder para todos, aí você perde a oportunidade”, destacou.
A entrevista também recupera o clima de uma época em que o Axé Brasil movimentava a cidade, atraía milhares de fãs e transformava a programação musical de BH em um dos grandes acontecimentos do calendário de entretenimento mineiro.
O episódio completo com Emanuel Júnior está disponível no YouTube e no Spotify do portal BHAZ. Confira:










