Bombeiros retomam buscas por desaparecidos na tragédia de Brumadinho

bombeiros brumadinho
Desde 2019, buscas precisaram ser interrompidas duas vezes por causa da pandemia (Amanda Dias/BHAZ)

Após dois meses com os trabalhos interrompidos por causa da pandemia de Covid-19, o Corpo de Bombeiros vai retomar, nesta quarta-feira (12), as buscas pelos desaparecidos do crime ambiental de Brumadinho. Os trabalhos estavam suspensos desde 17 de março, quando entrou em vigor a onda roxa do plano Minas Consciente.

Das 270 pessoas que morreram após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, onze ainda estão desaparecidas. E é para dar um desfecho digno a essas 11 famílias que os bombeiros continuam trabalhando três anos após a tragédia.

Por causa da pandemia, as buscas já precisaram ser suspensas duas vezes – em 2020, os trabalhos foram interrompidos entre março e agosto e agora, no episódio mais recente, por causa da onda roxa.

De acordo com a corporação, até março deste ano, mais de 3 mil militares atuaram no local, trabalhando em revezamento em atividades de campo, coordenação e saúde. “Com a retomada, a operação seguirá para a fase de implementação da estratégia 8, que consiste na utilização de quatro estações de busca a serem instaladas na área denominada TCF, onde funcionava anteriormente o Terminal de Carga Ferroviária da mineradora”, explicou, em nota.

Em busca das 11 joias

Em janeiro, a Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão), criada pelos familiares dos mortos na tragédia, manifestou preocupação com o futuro das buscas. Quando a tragédia completou dois anos, a entidade criticou o comportamento da mineradora em meio às negociações que levaram ao acordo de reparação firmado com o governo de Minas Gerais.

“Tem 11 pessoas para serem encontradas. Essa deveria ser a prioridade. As famílias estão se sentindo desamparadas. Enquanto um acordo bilionário é negociado sem a participação dos atingidos, os investimentos nas buscas são reduzidos. Famílias estão desesperadas para ter o encontro dos seus”, disse na ocasião Josiane Melo, presidente da entidade e irmã de uma das vítimas.

Em reportagem especial produzida em 2020, o BHAZ conversou com as famílias de vítimas que ainda não foram encontradas. O que elas relatam são meses de sofrimento e um mar de lama que ainda assombra não só os familiares, mas todo o estado (leia aqui).

O que diz a Vale?

A Vale informou, em nota, que apoia a retomada dos trabalhos em melhores condições. “Os acessos às áreas de busca receberam melhorias e novas vias foram abertas, ampliando a capacidade para acessar toda a área que recebeu os rejeitos. Essas vias também são fundamentais para a segurança dos bombeiros e dos envolvidos durante a operação”, diz a mineradora.

De acordo com a empresa, as condições de manejo dos rejeitos, que foram foco de vários conflitos durante as buscas, melhoraram com obras de drenagem das áreas impactadas. “Foram construídos canais de desvio de águas superficiais que evitam o umedecimento do rejeito”, explica o texto. A mineradora afirma ainda ter viabilizado testes PCR para detecção da Covid-19 e garante o fornecimento de um kit de proteção diário, para cada oficial, com máscaras PFF2.

Com Agência Brasil

Edição: Vitor Fernandes
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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