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Blocos são os grandes protagonistas do Carnaval de BH; aponta pesquisa

Então, Brilha!
(Divulgação/Patty Pena)

Comerciantes e empresas do setor hoteleiro de Belo Horizonte se preparam para receber os foliões que desembarcam na capital mineira durante os dias de Carnaval em 2026. Uma pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH) entre os dias 14 e 16 de janeiro mostra que os blocos de rua seguem como os grandes protagonistas da festa. Segundo o levantamento, 58,1% dos entrevistados pretendem curtir os blocos, seguidos pelos pré-carnavais gratuitos ou ensaios de blocos (48,8%). Também aparecem na lista eventos privados ou festas fechadas (14%), programação infantil (14%), pré-carnavais pagos (11,6%), programação pós-carnaval (7%) e desfiles de escolas de samba (4,7%).

De acordo com a CDL BH, a expectativa é de que a festa movimente cerca de R$ 1,3 bilhão nos setores da cidade. A Belotur informou que, ao longo de todo o período oficial, mais de 6 milhões de pessoas devem participar da programação do Carnaval de BH.

Para o presidente da CDL BH, Marcelo Souza Silva, o perfil do folião reforça a vocação popular do Carnaval da capital. “Isso traz para Belo Horizonte essa consolidação do carnaval. Nós hoje estamos entre os cinco carnavais mais cobiçados do Brasil”, afirmou durante coletiva nesta quinta-feira (5), em BH. De acordo com o presidente, cerca de 25 mil empregos serão gerados por conta das festividades.

Consumo na folia

O estudo aponta ainda que os foliões pretendem gastar entre R$ 100 e R$ 150 com fantasias e adereços, principalmente em lojas físicas. Já o gasto médio com bebidas deve ficar em torno de R$ 70 por dia, com destaque para água, cerveja e destilados. Para Souza Silva, o tíquete médio indica um consumo consciente. “O folião quer aproveitar a festa sem comprometer o orçamento. Para o comércio, é um período estratégico, especialmente para lojistas de rua e pequenos empreendedores”, disse.

Supermercados, bares e restaurantes também serão beneficiados com a venda de bebidas. Entre as mais citadas pelos consumidores estão água (72,1%), cerveja (62,8%), destilados e refrigerantes (25,6% cada), energéticos e sucos (16,3% cada), catuaba (7%), vinhos (4,7%) e água de coco (2,3%).

Outros itens na lista de compra são protetor solar (51,2%), garrafa/squeeze/copo (41,9%), maquiagem (39,5%), acessórios (tiaras, brincos, óculos – 23,3%), capa de chuvas ou itens para o clima (16,3%), itens de higiene (álcool, lenço umedecido – 16,3%), pochete, bolsas e porta-documentos (16,3%).

Outro destaque da pesquisa é a preferência pela compra direta com vendedores ambulantes, citada por 67,4% dos entrevistados. Segundo o presidente da CDL BH, a profissionalização desse serviço tem sido positiva. “É uma oportunidade de geração de renda para quem trabalha e, ao mesmo tempo, oferece mais segurança e qualidade para o consumidor”, avaliou.

Pontos positivos e negativos

A pesquisa também ouviu os consumidores sobre os principais pontos positivos e negativos do Carnaval de Belo Horizonte. Entre os aspectos mais bem avaliados estão as atrações (30,2%), a diversidade de blocos (27,9%), a possibilidade de conhecer pessoas novas (25,6%) e o fato de ser um evento aberto ao público. Já entre os pontos negativos, os entrevistados citaram pouca segurança (18,6%), consumo excessivo de álcool (14%), falta de transporte público em alguns locais (14%) e número insuficiente de banheiros (14%).

Sobre essas críticas, Marcelo Souza Silva destacou que segurança e infraestrutura seguem como desafios, mas com avanços. “Segurança e banheiros são preocupações recorrentes em eventos desse porte. Há um esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada para mitigar esses problemas, mas estamos falando de uma metrópole que recebe milhões de pessoas em poucos dias”, afirmou.

Em relação ao transporte, a maioria dos foliões informou que pretende se deslocar a pé ou utilizando transporte público e por aplicativo, principalmente para acessar os blocos de rua espalhados por diferentes regiões da capital.


Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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