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VÍDEO: Bloco Afro Magia Negra faz ‘arrastão’ no bairro Concórdia, na Pequena África de BH

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Imagem cedida ao BHAZ (Vanessa Perroni)

O Afro Magia Negra fez o tradicional “arrastão” e desfez feitiços racistas pelas ruas do bairro Concórdia, na Pequena África de BH, nesta quarta-feira (18) de cinzas. No Carnaval de 2026, o bloco homenageou o cantor, compositor e instrumentista Marku Ribas.

O “arrastão” do Magia Negra reúne tambores, códigos sonoros, ancestralidade e ações de afrobetização antirracista, com apresentações de Camilo Gan e o Samba de Terreiro, além de participações do Mestre Oluodé Rogério, de São Paulo, e Gil da Viola, da Bahia.

A temática é baseada nos Itãs, narrativas que contam os feitos dos orixás no mundo dos humanos, e aborda a criação do mundo a partir da tradição Yorubá. Durante o arrastão, três elementos simbólicos dessa criação são representados: a corporalidade e oralidade, associadas à galinha-d’angola; o Agemo, representado pela banda de rua; e o sopro que dá vida aos seres humanos, simbolizado pelas Yiaminas.

A homenagem destaca a trajetória do artista mineiro nascido em Pirapora, cuja obra dialoga com matrizes africanas, indígenas e musicais das Américas. Falecido em 2013, Markus Ribas deixou produções marcadas pela diversidade de ritmos e linguagens artísticas, além de atuações no cinema e na música. 

Bloco Magia Negra

Criado em 2013 pelo artista Camilo Gan, o Bloco Afro Magia Negra tem como proposta o enfrentamento ao racismo por meio da cultura negra e da afrobetização. A manifestação se dá por meio de um ritual que reúne percussão, dança, instrumentos de sopro e elementos simbólicos associados aos blocos afros.

Atualmente, a banda de rua do Magia Negra é formada por cerca de 80 integrantes, entre percussionistas, instrumentistas e dançarinas e dançarinos.

Veja fotos do cortejo:

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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