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No embalo da superstição e da folia, bloco Fúnebre desfila nesta Sexta-feira 13; veja fotos

Bloco Fúnebre
Crédito: Leo Garibaldi

Quem disse que a morte não pode virar festa? Se para morrer basta estar vivo, o Bloco Fúnebre levou essa reflexão às ruas de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (13), transformando a morte em linguagem carnavalesca, em vez de tratá-la como tabu.

Em 2026, além de completar 13 anos de existência, o cortejo ocorreu em uma sexta-feira 13, e, por isso a agremiação resolveu ressignificar com a temática “Sexta-feira 13 – Ô Sorte!!”, transformando o imaginário do “azar” em folia, humor e encontro coletivo.

No repertório, a agremiação “desenterrou” canções do imaginário popular, costurando referências de 1890 aos dias atuais, com encontros improváveis que viraram assinatura do cortejo, de sepultura a Cartola, de Carlos Gardel a Raul Seixas, de Chiquinha Gonzaga a Frank Sinatra, além de nomes como Gal Costa, Caetano, Chico e Dalva de Oliveira.

O desfile convidou o público a brincar com o repertório de superstições brasileiras, com a iconografia do terror clássico, com símbolos que carregam fama de “azar” e com pequenos rituais cotidianos de proteção, tudo filtrado pela lógica do Carnaval, em que o susto vira piada, a tensão vira dança e o coletivo vira refúgio. 

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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