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Carnaval BH 2026: casos de estupro de vulnerável e feminicídio zeram, e furtos de celulares têm queda de 70%

(BHAZ)

Belo Horizonte registrou queda nos principais índices de criminalidade nos dias oficiais do Carnaval. Segundo dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), na capital mineira, não houve nenhum caso de feminicídio e estupro de vulnerável durante a folia. Ainda segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (19), BH registrou redução de cerca de 71% nos furtos e roubos de celulares em comparação ao ano passado.

Conforme o Governo de Minas Gerais, o grande destaque foi a redução dos crimes contra as mulheres. Neste ano, em Belo Horizonte, não houve registros de estupro de vulnerável nem de feminicídio. Em 2025, foram contabilizadas sete ocorrências do primeiro crime e um registro do segundo.

No estado, os casos de estupro de vulnerável diminuíram 41,7%, passando de 48 para 27. Já registros de feminicídios tiveram uma queda de 25%, de quatro para três ocorrências.

Minas também teve uma redução em registros de estupro, no comparativo com 2025, passando de 21 casos para 17. Na capital, o número se manteve em três ocorrências nos dois últimos Carnavais.

Os casos de importunação sexual, por sua vez, reduziram em 25% em BH (de 12 para nove). No estado, houve um aumento de 33,3%. Conforme o Governo de Minas, o crescimento está associado à facilidade para registros e denúncias, impulsionada por campanhas de conscientização e canais de acolhimento

Neste ano, foi implementada a Cabine Rosa, estrutura da Polícia Militar de Minas Gerais no Centro de Operações Policiais Militares (Copom), em BH, voltada ao atendimento de mulheres vítimas de importunação sexual, assédio e crimes semelhantes. Ao todo, foram realizados 145 atendimentos, que resultaram na prisão de 29 pessoas.

Roubo e furto de celulares

No caso dos aparelhos celulares, 1.382 foram furtados em 2025 na capital mineira, e agora, em 2026, o número caiu para 406. Já os registros de roubo passaram de 63 para 18.

Em todo o estado, na comparação entre 2025 e 2026, os roubos de celulares caíram 55,7% (de 88 para 39), enquanto os furtos registraram redução de 65,6% (de 1.681 para 579).

Os casos de homicídio, principal crime monitorado pelo Observatório de Segurança Pública, também apresentaram queda. Em Minas Gerais, a redução foi de 48,3%, passando de 29 para 15 ocorrências. Já em Belo Horizonte, o decréscimo foi de 62,9%, com os registros caindo de 1.950 para 723.

Os dados consideram o período entre 0h de sábado (14) e 23h59 de terça-feira (17).

Reforço da segurança

Ao longo do Carnaval, a PMMG empregou 100% do efetivos nas ruas e realizou diversas operações preventivas e repressivas nas áreas urbanas, rodovias, unidades de conservação, parques, entornos de rios, lagos e lagoas. Além disso, usou diferentes tecnologias como drones de reconhecimento facial, Postos de Observação Elevada (POE), o Sistema Hélios para leituras de placas e aeronaves.

As ações resultaram na prisão de 3,7 mil pessoas, sendo 3,3 mil em flagrante. Também foram recuperados 48 celulares e apreendidas 173 armas e drogas, entre elas aproximadamente 11.500 mil pinos de cocaína, 9.890 pedras de crack e 9.200 buchas de maconha em todo o estado.

Gestão de risco do Corpo de Bombeiros

Em Minas, o Corpo de Bombeiros (CBMMG) atendeu 2.259 ocorrências durante o Carnaval. Conforme o levantamento, foram 866 atendimentos de resposta relacionados à folia, número 26% menor comparado a 2025, quando foram 1174 registros.

Entre as ações de repostas, se destacaram 321 atendimentos pré-hospitalares, sendo a maioria motivada por desidratação ou excesso de ingestão de bebidas alcoólicas, além de 33 salvamentos.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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