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Carnaval de BH: pesquisa aponta que 33% dos foliões se declaram LGBTQIAPN+

(Amanda Serrano/BHAZ)

Além dos recordes de público e movimentação econômica, o Carnaval de Belo Horizonte 2026 também revelou características do perfil de quem ocupa as ruas da capital. Segundo a Pesquisa do Folião, realizada pela Belotur, 33% dos entrevistados se declaram LGBTQIAPN+ e os participantes atribuíram nota média 9,7 para a importância de promover o respeito e à diversidade sexual e de gênero em eventos públicos.

Do total recorde de 6,6 milhões de foliões, 76,3% são moradores, dos quais a maioria se identifica com o gênero feminino. Neste ano, o número de visitantes também cresceu, passando de 18% (2025) para 23,3%. A idade média dos turistas foi de 32 anos, com predominância masculina (55,6%). Entre os entrevistados, 69,7% afirmaram ser solteiros.

“Foi o maior Carnaval da história de Belo Horizonte. Nós superamos os números dos anos anteriores e consolidamos a cidade como um dos principais destinos do país nesse período”, afirmou o prefeito Álvaro Damião durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25).

Impacto econômico

O Carnaval de BH movimentou R$ 1,4 bilhão em 2026. A estimativa é que cerca de 349 mil turistas tenham participado da festa, sendo que 93% indicaram o Carnaval como principal motivo da viagem. A permanência média foi de 3,8 dias, com gasto individual diário de R$ 575,38. Já entre os moradores, o gasto médio total per capita ao longo do evento foi de R$ 154,85.

A taxa de ocupação hoteleira na cidade atingiu 83,5%, superando o índice do ano anterior. Na região Centro-Sul, a média chegou a quase 100%.

“Muitas pessoas se hospedaram em hotéis na Grande Belo Horizonte porque não tinha mais hotel em Belo Horizonte para se hospedar”, disse o prefeito.

Segurança e organização

A avaliação média geral do evento foi 8,6, mantendo o índice do ano anterior. A nota de recomendação alcançou 9,3.

A Guarda Civil Municipal não registrou casos de assédio durante o período oficial. Entre as 17 ocorrências registradas nas ruas, houve quatro casos de tráfico de drogas, três de lesão corporal e dois de furto.

Geração de renda

O Carnaval gerou aproximadamente 25 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Foram cadastrados 11.528 ambulantes para atuação durante a festa.

A Prefeitura contratou 15.438 diárias de banheiros químicos, sendo 442 unidades adaptadas para pessoas com deficiência. Ao todo, 457 blocos de rua desfilaram pela cidade.

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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