Em meio ao glitter, às fantasias e aos blocos lotados, a diversão do Carnaval pode ser interrompida por um incidente comum em grandes multidões: o furto ou roubo de aparelhos celulares. Para garantir a segurança dos foliões e proteger dados pessoais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) mantém ativa a Central de Bloqueio de Celulares (Cbloc), uma ferramenta que funciona como um “botão de emergência” contra o crime.
A Cbloc é um serviço que permite inutilizar rapidamente um aparelho roubado, gerando um “apagão” no sistema do dispositivo. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, a ferramenta é fundamental porque impede que o celular vire “moeda de troca”, desestimulando a receptação e o mercado ilegal ao retirar o valor de mercado do aparelho no mundo do crime.
O serviço funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, garantindo assistência ininterrupta durante todo o período carnavalesco.
Passo a passo: Como realizar o bloqueio de um celular furtado
Diferente de outros métodos, a Cbloc facilita a vida do cidadão por não exigir o código IMEI (identificação internacional do telefone) no momento do pedido, bastando saber o número da linha telefônica.
Para realizar o bloqueio, siga estas etapas:
1. Acesse a plataforma: O pedido pode ser feito pelo site oficial ou através do aplicativo MG APP (disponível para Android e iOS), na guia “Segurança Pública”.
2. Identificação: Informe dados pessoais como nome, CPF e e-mail.
3. Dados do incidente: É necessário informar o estado e o município onde ocorreu o crime, além da marca do aparelho e a quantidade de chips.
4. Boletim de Ocorrência (BO): Para que o bloqueio seja concretizado, é obrigatório informar o número do boletim de ocorrência.
Eficácia do sistema
A agilidade no bloqueio é a melhor forma de “esfriar” o lucro dos criminosos e proteger fotos, contatos e aplicativos bancários. Em 2025, o sistema registrou mais de 4,2 mil solicitações de bloqueio. Somente no período de Carnaval daquele ano (entre 1 e 5 de março), foram feitas 481 solicitações, resultando em 87 bloqueios realizados.
Caso o folião recupere o aparelho posteriormente, o superintendente da Sejusp, Bernardo Naves, esclarece que é possível realizar o desbloqueio pela mesma plataforma.
Com o uso da tecnologia como aliada, o folião mineiro pode garantir que um eventual susto não se torne um prejuízo maior, permitindo que a festa continue com mais tranquilidade.





