Milhares de foliões cobertos de lama tomaram a Avenida Augusto de Lima nesta segunda-feira (16), durante o desfile do Unidos do Barro Preto. Em meio ao barro, à batida forte e às fantasias que evocam cenários distópicos, o bloco mais uma vez fez do Carnaval um território de crítica, memória e irreverência.
Com estética que mistura o mangue beat, de Chico Science e Nação Zumbim, ao imaginário pós-apocalíptico de Mad Max: Fury Road, o cortejo une som pesado, discurso urbano e performance visual marcante. O resultado é um desfile que foge do óbvio e provoca o público a refletir enquanto celebra.
Mais que tradicional, o UBP lança, em meio a festa de rua, um olhar sobre a história de Belo Horizonte. No início do século passado, o Barro Preto, bairro que dá nome ao bloco e hoje constitui um polo de moda na capital mineira, era conhecido por ser uma região cujo solo oferecia uma argila escura usada na construção de casebres.
Diante disso, desde o ano de sua formação, em 2011, o grupo disponibiliza baldes de barro pelo desfile para que os foliões possam se sujar à vontade e entrar no clima da festa.
Veja fotos do desfile:




































































