O músico Serginho Marques é homenageado pelo bloco Baianas Ozadas, na manhã desta segunda-feira (16), no Carnaval de BH. Mineiro, Sérgio se mudou para a Bahia ainda jovem. Na boa terra, conviveu com artistas importantes do cenário musical, como Daniela Mercury e Netinho. Ao voltar pra BH, no fim da década de 1980, foi um dos percursores do axé em Minas Gerais.
Em 2020, Serginho foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) , uma doença neurodegenerativa progressiva. Mesmo em uma cadeira de rodas em com limitações na fala, ele foi para avenida Afonso Pena acompanhar a homenagem e cantou com o bloco.
Baianas
Prestes a completar 14 anos de história, o bloco Baianas Ozadas celebrou a união visceral entre a terra do dendê e as montanhas de Minas Gerais. Com o tema “Da Bahia a Minas- Encontro Marcado”, o bloco realizou a lavagem da escadaria da Igreja São José, no centro de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (16).
A coordenadora da ala de axé e integrante do bloco, Patrícia Moura, explica que o evento busca trazer a tradição baiana para as ruas de Belo Horizonte, uma iniciativa que o grupo mantém desde 2017 nas escadas do templo religioso. “A Igreja São José abre as portas para o povo de axé, para o povo de terreiro, para que a gente venha com nossas águas sagradas, nossa água de cheiro”, afirmou Patrícia no inicio da celebração.
Mais do que um rito festivo, a cerimônia carrega um forte simbolismo político e social. Segundo Patrícia, a presença das religiões de matriz africana em um espaço católico é um passo fundamental na luta contra a intolerância religiosa.








