A Avenida Afonso Pena se transforma em uma grande roda de pagode com o desfile do Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro. Pela primeira vez desfilando oficialmente na terça-feira (17) de Carnaval na Afonso Pena, o bloco arrasta foliões ao som de clássicos do gênero e prestou homenagem a Arlindo Cruz, um dos maiores nomes da história do pagode.
Com o tema “O que é o amor?”, o cortejo celebrou o legado do compositor, falecido em 2025, relembrando sucessos que marcaram gerações. Segundo o fundador Matheus Brant, a escolha de um tema não é algo frequente na trajetória do bloco.
“Nesses 12 anos de bloco, nunca sentimos a necessidade de um tema anual para os desfiles, porque o fato de termos uma identidade musical muito bem demarcada já nos bastava. Então, quando, eventualmente, elegemos um tema, é para reforçar essa nossa marca estética e isso ocorre quando há um acontecimento muito relevante no universo do pagode”, afirmou.
Mantendo uma de suas marcas registradas, o Me Beija abriu o dia com a tradicional Roda de Pagode na Praça Fuad Noman, enquanto a bateria se concentrava para o cortejo. A estrutura deste ano contou com dois trios elétricos: o principal, com a banda, e um trio de apoio, contribuindo para a organização e fluidez do desfile.
Criado em 2014 no bairro Gutierrez, o bloco se consolidou ao unir banda e bateria em um repertório totalmente dedicado ao pagode dentro da linguagem do Carnaval de rua. Após anos desfilando no pré-Carnaval, a mudança definitiva para a terça-feira e para a principal avenida da cidade marcou uma nova fase do projeto: mais ampla, mais central e ainda mais conectada com o crescimento da folia belo-horizontina.
Veja fotos e vídeo do desfile:












Fotos: Isadora Vianna e Pablo Nascimento/BHAZ








