Cemitério clandestino: Policiais encontram ossadas de três pessoas enterradas em Minas

ossadas encontradas pela PC
Além das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros, a ação também contou com o apoio da prefeitura (PCMG/Divulgação)

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) encontrou nessa terça-feira (20) os restos mortais de três pessoas enterrados em Governador Valadares, na região do Rio Doce. As ossadas, de dois homens e uma mulher, foram achadas em três pontos diferentes de uma localidade conhecida como Buraco Fundo.

Segundo a Polícia Civil, os primeiros restos mortais estavam soterrados em meio à vegetação, em um morro. Em seguida, o Corpo de Bombeiros, com a participação de um cão farejador, desenterrou a ossada da segunda vítima.

Após horas de buscas, em outro morro, foram encontrados novos ossos, com a utilização de uma retroescavadeira. A perícia da PCMG esteve nos locais realizando levantamentos e colhendo materiais que auxiliarão na apuração do caso.

Tráfico pode ter motivado os crimes

De acordo com o delegado Márdio Bento Costa, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida e Pessoas Desaparecidas, os restos são de pessoas que estavam desaparecidas há meses. “Levantamentos iniciais nos levam a crer que as vítimas teriam sido mortas em datas distintas, porém todos os crimes estariam relacionados com disputas entre gangues atuantes nessa região, devido ao intenso tráfico de drogas”, afirma.

Ainda segundo o delegado, um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso. “Já colhemos alguns depoimentos, inclusive do principal colaborador, que nos indicou a localização desses corpos”. As ossadas foram entregues ao Posto Médico-Legal da cidade, onde passarão por exames de DNA.

Além do cemitério clandestino, denúncias indicaram onde estaria escondida certa quantidade de drogas, em um local um pouco mais distante de onde os corpos foram encontrados. Uma equipe da Polícia Militar foi até o endereço denunciado e realizou a apreensão dos entorpecentes.

Agora, as investigações seguem com a PCMG. Além das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros, a ação também contou com o apoio da prefeitura.

Com PCMG

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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