Cobradores foram retirados de ônibus após passagem não ter aumento, diz ex-presidente da BHTrans

motorista cobrando passagem
Dupla função passou a acontecer após retirada dos cobradores (Karoline Barreto/CMBH)

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da BHTrans ouviu o ex-presidente da empresa Célio Bouzada, na manhã desta quarta-feira (9). Um dos temas abordados no depoimento foi a retirada dos cobradores das linhas de ônibus da capital mineira. Bouzada disse que as empresas o fizeram após a prefeitura não conceder aumento no valor das tarifas.

“Na ausência do reajuste, as empresas retiraram os cobradores”, afirmou durante a reunião realizada no Plenário Amynthas de Barros, na CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte). Bouzada ressaltou, no entanto, não saber dizer se a retirada foi premeditada.

A fala do ex-presidente repercutiu entre os parlamentares que integram a comissão. Wanderley Porto (Patriotas) destacou a informação trazida no depoimento em uma postagem nas redes sociais.

“Hoje, na CPI da BHTrans, ouvimos o ex-presidente da empresa, Célio Bouzada, que ocupou o cargo de 2017 a 2020… Sobre a retirada dos cobradores, afirmou que, no período de 2017 a 2020, a tarifa foi reajustada apenas uma vez e, diante da ausência do aumento, as empresas retiraram os agentes de bordo, descumprindo o contrato”, disse em um dos trechos.

Em 2018, o Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) reconheceu que de 800 a 1 mil cobradores foram retirados das funções no transporte público da capital mineira.

Indignação

O presidente da CPI, vereador Gabriel Azevedo (sem partido), demonstrou indignação após Bouzada dizer que houve auditoria no transporte da cidade, fato desmentido após leitura de um trecho do documento realizado pela parlamentar Bella Gonçalves (PSOL).

“Não teve auditoria merda nenhuma. Empresário faz o que quer nesta cidade. Não tem nesta cidade órgão competente para cuidar do transporte. A BHTrans tem que fechar rápido, já. Esta empresa tem que ir ao chão, porque nos últimos anos é motivo de vergonha para os mineiros”, disse.

O vereador prosseguiu: “O cálculo da tarifa desta cidade é fajuto e, quando o prefeito não aceitou conceder aumento, ele acertou. Ao recusar, as empresas retaliaram a prefeitura e a cidade. E o que o senhor fez? Nada. A cidade de Belo Horizonte tem que prestar atenção no que está acontecendo no plenário desta cidade”.

Bouzada compareceu à CPI como testemunha, mas será convocado mais uma vez. “Vai voltar na condição de investigado”, antecipou Gabriel.

Edição: Giovanna Fávero
Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas pelo prêmio CDL.

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