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Palacete Falci, uma joia da arquitetura residencial de BH

12/06/2026 às 16h33
Fachada do Palacete Falci na Avenida Bias Fortes, em 2019. (Crédito: Pedro Sales / Livro Casa Nobre, org. Celina Borges e Karla Guerra).

O Palacete Falci, projetado em 1929 pelo arquiteto Luiz Signorelli para abrigar a família do empresário italiano Antônio Falci, é uma das mais exuberantes residências da elite belo-horizontina dos primórdios da capital mineira, exibindo uma sofisticada arquitetura em estilo eclético de influência neoclássica, com uma requintada ornamentação das fachadas, porém sóbria.

O Palacete Falci em 1976. Imagem integrante do Dossiê de Tombamento da Praça da Liberdade e adjacências. (Crédito: Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte).

Essa admirável construção, localizada na Avenida Bias Fortes, n. 197, no Bairro Lourdes, foi tombada pelo patrimônio cultural do município em razão de suas qualidades arquitetônicas e do seu valor histórico. O imóvel permanece em excelente estado de conservação, mantendo, inclusive, seu uso residencial pela família Falci até os dias atuais. O patriarca do palacete, Antônio Falci, foi um dos primeiros presidentes do então clube Palestra Itália, atual Cruzeiro Esporte Clube.

O Palacete Falci em 1993. Imagem integrante da Ficha de Inventário da Secretaria Municipal de Cultura. (Crédito: Ricardo Samuel Lanna / Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte).
Luiz Signorelli

O escritório de arquitetura de Luiz Signorelli, responsável pelo projeto do Palacete Falci, foi um dos mais destacados da capital mineira entre as décadas de 1920 e 1940, desenvolvendo inúmeros projetos para as administrações estadual e municipal, além de atender à iniciativa privada e a instituições religiosas.

Fotografia do arquiteto Luiz Signorelli. (Crédito: Minas Gerais em 1925).

A relevância de Signorelli para a arquitetura da capital mineira, onde deixou inúmeras obras que hoje integram o patrimônio cultural do município, pode ser mensurada neste trecho de uma crônica publicada na Revista Belo Horizonte em outubro de 1933:

Quando se precisa de construir, ocorre a todos o nome de Luiz Signorelli. Por que? A propaganda do seu nome está nos prédios que construiu. Quando queremos uma gravata bonita, perguntamos: — Meu amigo, onde você comprou essa gravata? Quem deseja um prédio confortável e de luxo, indaga, com interesse: — Qual o arquiteto que fez a sua casa? Os anúncios do sr. Signorelli não são impressos. São edificados. São anúncios permanentes, de cimento armado […].

Editado por: Ulisses Morato

Ulisses Morato

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.
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Ulisses Morato

Email: [email protected]

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.

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