TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logomarca BHAZ

Colunas

Saúde em Questão: A covid-19 é coisa do passado?

22/07/2025 às 11h15 - Atualizado em 29/09/2025 às 18h29
Pandemia foi decretada em março de 2020
Pandemia da covid-19 foi decretada em 2020. (Imagem ilustrativa/Viktor Forgacs/Unsplash)

Neste nosso primeiro encontro, decidi falar de um assunto particularmente importante para mim e vários colegas, dado o contexto que vivemos nos últimos anos, e sobre um tema emblemático e, ao mesmo tempo, simbólico, que mostrou a importância da ciência e da divulgação cientifica para todos. Pois bem, lembro como se fosse hoje quando o caos da pandemia da COVID-19 se instalou. Foram centenas de matérias, entrevistas, lives, muito trabalho, não só para mim, mas para todos os cientistas, divulgadores de ciência, médicos infectologistas e profissionais da linha de frente no combate ao coronavírus, que chegou e mudou a vida de todos nós. Lá no início, em janeiro de 2020, ainda ficávamos em dúvida sobre a realidade e os riscos desse novo microrganismo circulando por aí. Ele era estranho, inclusive para a ciência. Cinco anos depois, hoje sabemos muita coisa, mas as informações sobre a COVID-19 diminuíram muito — tanto as boas quanto as ruins —, dando a impressão de que não há mais risco. Mas é importante alertar que o fim da pandemia ainda não foi decretado. A pandemia continua e, não, não é coisa do passado.

De janeiro ao dia 21 de julho deste ano, foram notificados 216.774 casos e 1.851 óbitos no país, sendo 90 pessoas vitimadas pelo vírus na semana do dia 12 de julho, de acordo com dados da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Em 2025, mais de 50% das internações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) no estado de Minas Gerais envolveram pessoas com mais de 60 anos e, entre outros vírus, o SARS-CoV-2 é um dos causadores das SRAGs. As mortes continuam ocorrendo, quase sempre em pessoas que não se vacinaram.

É verdade que ocorreu uma queda significativa no número de casos e óbitos no Brasil e no mundo após a vacinação. Mas a incidência de casos e de vítimas fatais desde o início da emergência sanitária mundial, prova a gravidade da doença — embora hoje não chegue nem perto do que foi nos dias mais tristes.

No Brasil, a última atualização do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde, de 17 de julho de 2025, contabiliza mais de 39 milhões de casos de Covid-19 e mais de 716 mil mortes desde o inicio das notificações m 2020. São 340 mortes a cada 100 mil habitantes. Só Minas Gerais teve mais de 4,3 milhões de casos e 67 mil vidas foram perdidas.

Vacinas 

Pouco mais de cinco anos depois que o primeiro caso da COVID-19 foi confirmado em Minas Gerais, Belo Horizonte segue na liderança, com o maior número de casos confirmados (930.547) e mortes (17.641), seguida por Uberlândia e Divinópolis. No período mais crítico da pandemia, chegamos a 150 óbitos por dia. Em 2021, tivemos o maior número de casos confirmados (204.352) com 4.714 mortes; em 2024, foram 13.194 casos e 131 mortes — uma redução de mais de 93% na incidência da COVID-19, de acordo com dados Boletim epidemiológico da PBH, refletindo a eficácia da vacinação no controle da doença. A queda no número de casos,  se deve, claro, às vacinas, hoje a melhor maneira de evitar casos graves e mortes.

Desde o início da imunização, pouco mais de 88% dos mineiros se vacinaram com as duas doses, 59% tomaram três doses e apenas 21,72% tomaram a vacina bivalente, que amplia a proteção para os grupos de risco. Em Belo Horizonte, foram aplicadas mais de 7 milhões de doses da vacina monovalente (as criadas com o SARS-CoV-2 original) e 816.960 doses da vacina bivalente (que inclui a cepa original do SARS-CoV-2 e variantes de maior circulação, sendo estas doses destinadas aos grupos prioritários).

Todo o esforço de conscientização e combate à desinformação valeu a pena! A cobertura ideal de 90% parece ter sido alcançada por aqui. Mas muita gente ainda não se vacinou — e é essencial que se vacinem! Caso contrário, as variantes surgem, o número de casos e mortes aumenta, e temos o risco de uma nova onda do novo coronavírus também!

Estão aprovadas para uso no país as vacinas Comirnaty (Pfizer/Wyeth), Comirnaty bivalente BA.4/BA.5 (Pfizer), Vacina Covid-19 (recombinante) Fiocruz, Spikevax (Adium) e Vacina Covid-19 (recombinante) (Zalika). As vacinas Spikevax e Comirnaty foram atualizadas para a cepa JN.1, que protege inclusive contra a nova variante XFG (variante sob monitoramento da OMS), atualmente em circulação no país. Vale lembrar que elas são recomendadas para todas as pessoas acima de 6 meses de idade, com prioridade para idosos, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde.

Mitos (ainda hoje) sobre a vacina 

“Ah, mas a vacina causa AVC; a vacina causa uma doença nova!” e blá, blá, blá… Não mesmo! As vacinas são uma das principais ferramentas da saúde pública para evitar mortes e internações. “Mas eu nunca tive COVID e não vou ter, pra que vacinar?” Algumas pessoas acham que não tiveram COVID, que são resistentes. Pode ser que sim, mas milhares tiveram a doença na sua forma assintomática, isto é, não sentiram nada. E não sentir nada não protege quem está ao redor. E também não impede uma reinfecção agora com sintomas. 

Uma pessoa assintomática transmite o vírus — um vírus que pode ter passado por mutações e que, mesmo sem novas mutações, vai causar doença em outras pessoas e até levar à morte. Então, pelo bem de quem você ama — e até de quem você não conhece —, vacine-se! Vacinas salvam vidas!

Vacina pode causar efeitos adversos? Sim! Até dipirona pode! Se qualquer um de nós começar a se prender aos efeitos adversos dos diferentes medicamentos e até produtos de beleza, viveremos em uma bolha — porque eles existem.

Os estudos científicos também existem, funcionam, e o método científico de análise está estabelecido para vacinas e medicamentos. Assim, essas reações são descritas e estudadas — e as mais graves são raras. Alguns efeitos não previstos podem acontecer quando começamos o uso na população, mesmo após estudos de segurança, mas são raríssimos; na maioria das vezes, acontecem em uma pessoa em um universo de milhões.

O risco de uma vacina jamais vai superar o benefício de salvar vidas que ela traz. É assim desde o século XV e, no século XXI, os métodos que garantem segurança e eficácia estão cada vez mais rigorosos.

A desinformação, que confunde a todos nós, tem causado o ressurgimento de muitas doenças fatais, que haviam sido erradicadas pela vacinação. Se a desinformação continuar, infelizmente vamos retroceder — e voltar a ver crianças com paralisia, mortes por sarampo e outras doenças que poderão se tornar pandêmicas. Doenças para as quais as vacinas estão disponíveis gratuitamente no SUS.

Comportamentos de risco

Por último, depois de reforçar a importância da vacinação, gostaria de chamar a atenção para os cuidados com a higienização que, sim, mesmo com a vacina, precisam ser mantidos — e são também responsáveis por salvar vidas! São essenciais para evitar não só a transmissão da COVID-19, mas também de dezenas de outras doenças causadas por vírus, bactérias e fungos.

O Brasil aplicou mais de 540 milhões de doses contra a COVID-19, mas o novo coronavírus, já não tão novo assim, continua circulando e fazendo vítimas fatais.

Vejo diariamente pessoas comendo no ônibus sem higienizar as mãos, com sintomas gripais e sem máscara, espirrando na mão e pegando em objetos… A pandemia não acabou, minha gente! O SARS-CoV-2 e suas variantes continuam circulando, e as medidas de cuidado continuam valendo — higiene das mãos e uso de máscara.

Lembre-se de tudo que nossas mães diziam (e nós, mães, repetimos): “Lave as mãos antes de comer!”, “Dinheiro é sujo!” (vale para cartões e para celulares — estes, então, passeiam no banheiro, no restaurante, no ônibus, na cama, no dedo e, por conseguinte, na boca — e quase ninguém limpa! Fonte de doenças das mais variadas).

As dicas da semana são:
1) Confie na ciência.
2) Consulte fontes oficiais de saúde.
3) Não acredite NUNCA em notícias que chegam sem fontes confiáveis, só porque viralizaram por aí!
4) Use e abuse da higiene, das máscaras, das vacinas — porque quem cuida de si, cuida de todos!

Linha do Tempo

Para terminar esse nosso primeiro artigo (um pouco mais longo do que os próximos, prometo, mas é que a ocasião e o tema pediam), eu queria deixar uma linha do tempo com os principais marcos da pandemia — não com a intenção de que alguém fique triste por tudo o que passamos, mas por acreditar que conhecer e relembrar o passado é extremamente importante para continuarmos vigilantes em relação ao presente.

Gostaria de compartilhar também tudo o que eu — e boa parte dos cientistas (e por que não dizer a população do planeta, de forma geral?) — vivemos diante daquele cenário.

Veja a linha do tempo que fiz, a partir dos fatos datados, encontrados no Cronograma da COVID-19 no Museu do CD , e também disponível aqui , neste importante portal.

Fontes : Museu do CD e Memoria da Eletricidade-19. Essa arte foi feita com o auxílio de uma I.A

Em 2020, quase ninguém sabia o que significava “pandemia”. Começamos a explicar que nada mais era do que uma doença presente na maioria dos países do nosso planeta — uma emergência global que a grande maioria de nós nunca havia vivenciado. E a grande discussão na população era se deveríamos ou não ter nossos tradicionais carnavais. Eu só pensava que não… mas ele veio!

O grau máximo de aglomeração de pessoas, que invariavelmente traria, a seguir, o caos — pois já sabíamos muito sobre o novo vírus, que agora se chamava SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2), primo-irmão do SARS-CoV, agente causador da SARS, que se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8 mil pessoas e causando aproximadamente 800 mortes. Essa epidemia foi controlada em 2003, e nenhum caso de SARS foi relatado mundialmente desde 2004.

O carnaval de 2020 começou, sob todos os alertas de risco, no dia 21 de fevereiro, e cinco dias depois, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de COVID-19 no Brasil e na América Latina: um homem de 61 anos, morador de São Paulo, que havia visitado a Itália, onde a COVID-19 era arrasadora.

E em meio a festas e despreocupação, a transmissão do vírus se intensificou em solo brasileiro e progrediu. Como consequência, em 12 de março, a primeira morte causada por COVID-19 no Brasil foi registrada: uma mulher de 57 anos, de São Paulo.

No dia 20 de março de 2020, o nosso lockdown se formava: as aulas em todos os estabelecimentos foram suspensas e começamos o ensino remoto emergencial, entre outras medidas de distanciamento social, como a proibição de aglomerações, festas etc. O mundo estava “dentro de casa”!

Combate à pandemia com informação

Era o início da jornada de conscientização sobre a importância da higiene das mãos, do uso de máscaras e da essencialidade do distanciamento social. Fui muitas vezes às rádios e TVs ensinar a fazer máscaras caseiras (não havia máscaras cirúrgicas no mercado; PFF2 só nós, nos laboratórios e hospitais, conhecíamos — nem os profissionais de saúde tinham estoque suficiente!), explicar a forma correta de lavar as mãos e mostrar a eficácia de medidas simples para conter o vírus, que se espalhou como rastilho de pólvora!

E assim como o vírus estava em disseminação preocupante, crescia o número de informações falsas sobre ele e a pandemia. Em 31 de março de 2020, a OMS começou a usar a palavra infodemia para caracterizar a intensa circulação de informações em diferentes ambientes — especialmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Veio também o termo desinfodemia, pois o número de informações incorretas e imprecisas (desinformações) era gigantesco e inacreditável no mundo todo, causando danos irreparáveis à saúde humana.

Foram inúmeras “fórmulas mágicas” para se livrar do vírus, para não se infectar… e nenhuma delas baseada em ciência. Era pura invenção (chás, ingestão de álcool absoluto etc.), que levou muitos a ficarem doentes e outros à morte. Com certeza, sabemos hoje que as fake news intensificaram e prolongaram os danos da COVID-19 no mundo, já que muitas pessoas não tinham certeza do que precisavam fazer para proteger sua saúde e a das pessoas ao seu redor.

Em 10 de abril de 2020, o Brasil chegou a 1 mil mortes pela COVID-19. Menos de três meses depois do primeiro caso confirmado da doença, em 8 de maio, já tínhamos ultrapassado dez mil mortes e nos tornamos o sexto país com mais vidas perdidas pelo SARS-CoV-2. E neste mesmo mês de maio, tivemos mais de 1 mil mortes em um único dia.

“Era absurdo, como poderia ser?” — eu pensava isso todos os dias!

Seguimos explicando, mostrando a eficácia das medidas e também visualizando o invisível: as disparidades sociais. Parecia simples ensinar a lavar as mãos corretamente, mas descobrimos que boa parte da população brasileira não tinha acesso à água tratada, e outra boa parte não tinha acesso à informação.

A falta de acesso à água potável impacta 16,9% dos brasileiros, e 44,8% não possuem coleta de esgoto — o que se reflete em problemas de saúde. (Ranking do saneamento 2025, disponível em https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2025/). Nove em cada dez brasileiros (89,4%) vivem em domicílios com acesso à internet, aponta o IBGE, mas apenas 22% da população brasileira tem acesso a uma internet de qualidade.

As ferramentas essenciais para combater a pandemia naquele momento — água e internet — não estavam disponíveis para muitos, e nem hoje estão, o que gera impacto negativo para todas as doenças causadas por microrganismos.

Em 17 de janeiro de 2021, já com 200 mil mortes e mais de 8 milhões de casos de COVID-19 no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac (produzida pelo Instituto Butantan com SARS-CoV-2 inativado, ou seja, morto) e a vacina importada Oxford, produzida pela AstraZeneca.

No dia seguinte, Minas Gerais e mais 14 estados iniciaram a vacinação de profissionais de saúde, idosos e indígenas.

O alvo era a vacina  

Ao mesmo tempo, começou a aumentar o número de informações completamente falsas sobre as vacinas… (“A vacina foi feita rápido demais; estamos servindo de cobaia; as vacinas causam mutações; as vacinas vão inserir chips de monitoramento…” e por aí vai!).

É um grande erro achar — e espalhar — que as vacinas contra a COVID-19 “surgiram” rápido demais! O desenvolvimento dessas vacinas não começou na pandemia. Pelo menos desde o século XV, lá pelos anos 1400, pessoas em diferentes partes do mundo já tentavam prevenir doenças expondo intencionalmente indivíduos saudáveis ao agente causador — com autorização, é claro! — e isso começou com a varíola.

Em 1776, Edward Jenner criou a primeira vacina eficaz contra a varíola. Em 1885, Louis Pasteur preveniu a raiva com sucesso, expondo pessoas ao vírus vivo.

Veio a gripe espanhola, que matou milhões, e em 1945, a primeira vacina contra a gripe foi aprovada para uso militar e, em seguida, em 1946, para uso civil nos Estados Unidos.

A pandemia completa um ano

Após um ano de pandemia, já eram 282.127 vítimas da COVID-19, e apenas 10,3 milhões de brasileiros haviam sido imunizados até março de 2021 (4,91% da população do país).

Em junho deste mesmo ano, o Brasil chegou a 500 mil mortes, segundo dados das secretarias estaduais de saúde.

Números que, nunca em meus piores pesadelos, imaginei que chegaríamos.

Seguimos informando e combatendo as fake news. Foram dias muito difíceis para todos — e em todos os aspectos.

Crescia o número de variantes. Sim, o SARS-CoV-2 tem variantes! É um vírus que passa por mutações frequentes; quanto mais circula, mais mutações surgem.

Nem todas as mutações são mantidas, nem todas tornam o vírus mais letal — mas isso aumenta a chance de variantes que não podem ser contidas pelas vacinas.

Parecia impossível combater a desinformação financiada e crescente sobre as vacinas. E cada pessoa sem vacina representava um novo lugar para mutações e novas variantes surgirem.

Ainda hoje, é difícil compreender: por que tanta desinformação ao nosso redor? Qual a vantagem de induzir pessoas ao erro e promover a morte, já que medidas de cuidado e prevenção estavam disponíveis para combater e eliminar o vírus do nosso dia a dia?

Em 24 de março de 2022, o Brasil chegou à marca de 410.215.188 doses de vacinas aplicadas contra a COVID-19, ocupando o quarto lugar entre os países que mais aplicaram doses em números absolutos, e o 49º lugar em doses aplicadas por cem habitantes.

Foi um alívio crescente, para mim como cientista e como brasileira — mas ainda muito longe do ideal.

Em abril de 2022, o uso de máscaras deixou de ser obrigatório em todos os estados brasileiros, com algumas especificidades, como em ambientes de saúde. Pela primeira vez, desde maio de 2020, nenhum estado brasileiro ultrapassou o índice de 0,3 mortes por cem mil habitantes, segundo o Boletim do Observatório COVID-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ufa… estávamos no caminho certo!

No dia 5 de maio de 2023, a OMS declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional referente à COVID-19. Isso não significa que a Covid-19 tenha deixado de ser uma ameaça à saúde. A propagação mundial da doença continuava — e continua — sendo caracterizada como uma pandemia.

Naquele mesmo mês, uma pessoa morria a cada três minutos por COVID-19 no mundo. Mesmo com quase 13 bilhões de doses de vacinas aplicadas globalmente, o vírus ainda matava — e os desinformadores continuavam pregando contra a vacinação.

Estamos ainda no caminho certo… mas com muito a ser feito!

Viviane Alves

Viviane Alves é bióloga, mestre em Ciências, com ênfase em Microbiologia pela Universidade Federal de Minas (UFMG), doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É professora adjunta do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, com atuação há 15 anos na instituição. Também é divulgadora científica.

Viviane Alves

Email: [email protected]

Professora da UFMG

Mais lidas do dia

Leia mais