De 23 de setembro a 31 de dezembro de 2024, o UBS visitou 100 bares diferentes. Foi um bar por dia: De Sabará ao Barreiro. De Nova Lima a Venda Nova. Vimos de tudo nessa saga dos 100 bares, e claro, tivemos favoritos.
Como muitos seguidores tem nos pedido para criar rankings e eleger os melhores, resolvemos então atender aos pedidos da massa e entregar uma singela lista de preferidos.
Nesse processo de escolha, claro que eu e a Day divergimos. E aí, ao invés de digladiar até a morte, optamos por cada um fazer sua lista. Concordamos nas categorias e cada um foi para um lado refletir e eleger. E mesmo assim foi difícil, viu? Foram tantas histórias, tanta comida incrível e boas risadas, que mesmo internamente já passei perrengue para escolher. MAS a lista saiu, e é isso que importa. Abaixo você confere meus preferidos em cada categoria que criamos, bem como a defesa de cada um.
Melhor petisco
Torresmo com conserva do Bar Antônio e Marcão: Esse petisco é completo. A barriga é bem escolhida e vem com uma boa proporção de carne e gordura. O empanamento só agrega, o que nem sempre acontece por aí. A conserva é um show a parte. Gostei tanto que fui lá buscar um pote pra ser minha contribuição pra ceia de reveillon. Azeitona verde com e sem caroço, azeitona preta, cebola, pimenta biquinho, queijo nozinho e tudo o que há de bom. Excelente pedida e o grande destaque da saga.
Melhor cardápio de comida
Tudo é destaque no Geraldin da Cida. Já visitamos o bar não sei quantas vezes e nunca pedimos nada que não fosse acima da média. Os carpaccios de carne de sol ou jiló são belas opções de abrideira. O torresmo é sempre muito bom. A carne de panela não decepciona e o joelho de porco reina absoluto. O difícil é chegar lá sem fome e ter que pedir uma coisa só. A Cida é cozinheira de mão cheia e tudo o que ela faz no bar é excelente.
Bar pra passar o dia
Considero que um bom bar pra passar o dia precisa ter: Almoço, espaço aberto pra tomar um sol, espaço fechado caso o sol esteja insuportável, opções de cerveja e drinks (pra mudança de estímulo necessária ao longo do dia), e também uma vibe noturna. O melhor que visitamos com essas características foi a Casa 97. Não fiquei até o anoitecer, mas vontade não faltou. Eleger um bar nessa categoria é muito difícil e a vontade que dá é citar várias menções honrosas que poderiam ter levado. Isso, no entanto, tiraria o brilhantismo do campeão, que merece a coroa.
Vídeo com mais engajamento
Esse foi o mais fácil de escolher, pois não tinha muito o que decidir: Aqui, contra fatos não há argumentos. O campeão dessa categoria foi o que mais teve alcance e interações com nossa audiência, o Bar do Careca, no Salgado Filho. A simpatia do Careca conquistou não somente os belo-horizontinos, mas também pessoas de todo o Brasil e do exterior, atingindo mais de 1 milhão de visualizações no Instagram e no TikTok somados. A simplicidade do bar reflete o Brasil: Clientes fiéis, churrasco de graça, vaquinha pra comprar petiscos e serviço no balcão.
Resenha que mais gostei de fazer
Foram várias resenhas memoráveis. Muitas poderiam estar aqui, pois foram muito engraçadas e satisfatórias. A campeã, no entanto, foi a que fizemos no Bar do Maradona. Além do Maradona ser uma FIGURA, estávamos entre bons amigos, sem pressa e chegamos todos já meio bêbados. A risada estava garantida. Quando fui editar o vídeo ri tudo de novo. Além disso, comi uma das melhores asinhas de frango de BH, tomei barrigudinha de antártica, lambe lambe, jurubeba e provei petisco novo. Fui embora porque realmente precisava ir e sofri quando ouvi os casos de depois que fui (blitz).

Achei que ia explodir e não foi
Gerar conteúdo não é ciência exata. Tem coisa que a gente até tem fortes indícios de que vai gerar muito engajamento, mas nunca podemos cravar. Rola aquela decepção, mas faz parte do jogo. O importante aqui é estar feliz com o que fizemos. E o bar da saga que eu mais errei a previsão foi o Cabral. A experiência lá foi top de linha, gostei da edição e da forma que contei a história. MAASS não deu muito certo. O vídeo está estacionado com cerca de 34 mil visualizações, bem menos do que achei que teria. E olha que foi um dos lugares que melhor comi na saga. Se você não conhecer, fecha essa janela e corre que vale demais.
Um bar que me emocionou
A história que mais gostei de ouvir e contar foi a da Criola. Há 26 anos no mesmo ponto na Rosinha Sigaud (Caiçara), ela nunca teve um freela sequer. Um garçom, cozinheiro, nada. Sempre foi só ela, durante todo esse tempo administrando, cozinhando, cobrando, abrindo e fechando. Praticamente todos os dias. Ela nos contou que quando comprou esse ponto nem tinha dinheiro pra pagar, mas acreditava que com o suor do trabalho ia dar conta de quitar as parcelas negociadas. Dito e feito. Hoje coleciona clientes fiéis, que são amigos e até ajudam ela com coisas que por ventura ela precisa no bar. Destaque para o querido Jader, que tem até copo com seu nome, está no bar todos os dias e tirou fotos nossas com a Criola para pendurar na parede do bar. É um lugar que já voltei e que pretendo seguir voltando.
Bar para almoçar
Sejamos sinceros: Essa categoria faz muito sentido. Nem sempre o bar tem prato pra gente almoçar – e nem sempre que tem, é bom. Sei que uma série de petiscos enfileirados fazem um almoço, mas as vezes a gente quer arroz e feijão. E o que não faltou nessa saga foram boas opções de bar para almoçar. Outra categoria difícil de eleger vencedor. E após muito confabular, fico com o Andu. Primeiro pela velocidade no serviço, segundo por novos copos gelados a cada chopp pedido, terceiro pela possibilidade de petiscar as carnes do PF a preço super justo e por último e mais importante, a qualidade do rango. NU, a comida é muito boa.
















