Belo Horizonte já entendeu há muito tempo que o Copo Lagoinha não é apenas um objeto. Ele é um gesto. Um jeito de viver a cidade. Um símbolo que atravessa bairros, mesas, histórias e pessoas. Ver esse ícone ganhar uma exposição coletiva faz tudo isso ganhar ainda mais sentido.
A 4ª edição da exposição Copo Lagoinha já começou e está aberta ao público no Galpão Flor do Campo, onde segue até 14 de janeiro de 2026, com entrada gratuita. Estive na inauguração, no dia 14 de novembro, e foi uma daquelas noites que lembram por que a arte e a cidade caminham tão bem juntas: casa cheia, música, encontros, gastronomia boa e um clima de celebração que BH ama.
E talvez seja isso que torne essa exposição tão especial. Ver mais um bar assumir para si o papel de apoiar arte e cultura de forma tão intensa, mesmo com todas as dificuldades de manter um negócio cultural. O Galpão Flor do Campo já recebeu outras exposições e segue abraçando artistas, arte e cultura como parte da sua própria identidade. O projeto COPO LAGOINHA não chegou como algo extra, mas como parte natural da essência do espaço. E é bonito testemunhar um lugar que entende a importância de abrir suas portas para a produção artística da cidade.
A exposição, realizada pelo Libertas Coletivo de Artes, reúne mais de 30 artistas de diferentes gerações e trajetórias. Cada um deles reinterpretou o Copo Lagoinha a partir de linguagens como pintura, escultura, instalação, fotografia, desenho e performance. O resultado é uma mostra que consegue ser afetiva e diversa ao mesmo tempo, porque traduz o que o Lagoinha representa para BH. Pequeno, democrático e resistente, ele nasceu como um objeto funcional, mas se transformou em patrimônio afetivo. E é essa transformação que a exposição celebra.
Nesta 4ª edição, a curadoria de Rafael Abreu propõe um olhar para o encontro entre artistas, entre tempos, entre cidade e memória. Cada obra parece responder à mesma pergunta de um jeito diferente: como algo tão simples consegue carregar tantas camadas de Belo Horizonte?
O projeto ainda conta com apoio do Viva Lagoinha e da Embaixada do Copo Lagoinha, reforçando o compromisso com a identidade cultural do bairro e com o reconhecimento do copo como símbolo da boemia belo-horizontina.
Se você é apaixonado pelo Copo Lagoinha, vale a visita. A mostra fica em cartaz até 14 de janeiro, no Galpão Flor do Campo, com entrada gratuita.
É arte, é memória, é bar, é gastronomia, é cidade.
É Belo Horizonte brindando ao que ela tem de mais bonito: a gente.











