O Bar Temático é um daqueles bares que muita gente do Santa Teresa já conhece, mas que ainda aparece pouco por aqui nas redes.
Aberto desde 1999, numa esquina do bairro, ele nasceu do encontro entre a comida mineira de boteco e a culinária pernambucana, herança do Benê, um dos fundadores da casa.

E isso aparece nos detalhes. O torresmo, por exemplo, é bem mineiro: crocante, com ossinho, do jeito clássico que a nossa botequagem pede, trazendo o famoso, picolé mineiro.
Mas, como o nome já entrega, torresmo nordestino, ele vem com uma farofa de cuscuz pra você dar aquela empanadinha antes da mordida e acompanhar com uma cerveja estupidamente gelada no copo lagoinha.
Outra coisa que me surpreendeu foi o tamanho do cardápio.
Dá pra agradar uma mesa inteira sem briga: tem rã, moqueca, torresmo, PF, petisco, pudim, doce de jiló… daqueles lugares que resolvem qualquer fome.
E tem um detalhe raro: os 18 pratos que o bar já criou para o Comida di Buteco continuam todos no cardápio. Todos.
Segundo o Benê, é uma forma de manter a história viva. Enquanto muito bar fica só com os “campeões”, eles preferem contar a trajetória completa, mesmo com toda a dificuldade de logística, preparo e armazenamento que isso exige.
Eu, particularmente, acho isso bonito. Porque você percebe que não é só comida. É um bar que carrega toda a sua história com muito orgulho.
Nesses quase 30 anos de butecagem num dos bairros mais boêmios de BH, o Bar Temático construiu outra coisa que não se mede em like: cliente fiel e história consolidada.
A feijoada de sábado já é tradição. E em setembro ela vira festa: festa fechada que junta mais de mil pessoas, tem música ao vivo e, claro, muita feijoada.
Eu não escrevo sobre todo bar que eu visito. Mas gosto de falar dos que têm história, essência, gente de verdade por trás, lugares que existem para além de trend. O Bar Temático é um deles.
Saúde.











