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Mas Por Que os Bares Fecham?

29/10/2024 às 18h07 - Atualizado em 30/10/2024 às 20h43

É uma pergunta que muitos de nós já fizemos, especialmente em uma cidade onde os bares são quase personagens, parte do cenário e da cultura. Por que, então, alguns desses pontos de encontro chegam ao fim? Poderíamos dizer que os bares fecham por mudanças de rumo, novos desafios ou pela passagem contínua do tempo. Mas seria essa toda a história?

Talvez a resposta esteja na batalha diária que é ser dono de bar. À primeira vista, o negócio parece promissor: vemos mesas lotadas, risos, copos cheios e um ambiente sempre animado. Mas será que as pessoas imaginarão a luta por trás disso? Abrir um bar é quase como assumir um compromisso de “não ter vida social”. Enquanto outros relaxam, o dono do bar trabalha, e quando a cidade dorme, ele organiza, limpa, cuida dos detalhes que muitos nem percebem. Será que um negócio onde a vida social é entregue ao outro pode se sustentar a longo prazo?

Hoje, parece que há bares em cada esquina. Será que a cidade está cheia porque as pessoas acham que é um caminho fácil, um negócio com retorno garantido? Afinal, se as portas estão sempre cheias, deve ser um bom investimento, certo? Mas a realidade é bem mais dura do que aparente. Ter um bar é acordar cedo e ir dormir tarde, é lidar com as sazonalidades, com equipes rotativas e com a expectativa de que cada cliente saia dali não só satisfeito, mas encantado.

Afinal, o bar, para muitos, é mais que um simples negócio; é um espaço de acolhimento, um lugar de experiências e memórias, e manter essa chama acesa exige paixão, persistência, e um pouco de sorte. Mas com tantas dificuldades, será que o bar poderá um dia entrar em extinção? Ou será que sempre existirão aqueles que desejam abraçar essa missão?

No final, cada bar que se vai deixa para trás memórias e saudades, enquanto novas tomam seu lugar, em uma constante renovação. E, assim, a cidade se transforma, adaptando-se ao tempo, às modas e aos desejos de quem a vive.

E, para concluir este texto, que é uma crônica nascida de tantas conversas de buteco com amigos e donos de bares, deixo aqui alguns estabelecimentos que já homenageamos no quadro do UBS, chamado “Faltou a Saideira: Bares que Fizeram História”.

Bar do John: O dono era o australiano John Bell, que decidiu ficar no Brasil em sua quinta visita ao país. A proposta da casa era ser um pub com pegada australiana e irlandesa, mas sem perder a mineiridade. Era um verdadeiro intercâmbio cultural, que deixava a gente muito à vontade.

Freud: Esse icônico bar funcionou por mais de 15 anos com muita personalidade. A casa tinha atrativos únicos: mesas em torno de árvores, cobertores para os dias frios e uma tradicional fogueira. Trouxe shows de Rael, Marcelo D2, Gabriel O Pensador e Cidade Negra. Tinha cervejas artesanais, caldos deliciosos, pista de dança e um clima perfeito para a paquera.

Soho: Um bar de jogos que funcionou por 25 anos, foi ponto de encontro para fazer novas amizades, reunir amigos e celebrar aniversários.

E aí, qual o bar que já fechou e fez parte da sua história?

Dayanne Melgaço

Publicitária e gestora de marketing gastronômico, atende bares e empresas do segmento. Apaixonada por empreendedorismo, conexões, uma boa conversa na mesa de bar e comida afetiva
Instagram

Dayanne Melgaço

Email: dayannemelgaco@gmail.com

Publicitária e gestora de marketing gastronômico, atende bares e empresas do segmento. Apaixonada por empreendedorismo, conexões, uma boa conversa na mesa de bar e comida afetiva
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