TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Combate à violência doméstica em meio à pandemia

Combate à violência doméstica em meio à pandemia

14/05/2020 às 18h35 - Atualizado em 13/10/2021 às 21h50
(Guilherme Dardanhan/ALMG)

Em 6 de abril deste ano, a ONU-Brasil veiculou um vídeo feito pelo Secretário-geral António Guterres, o qual chamou a atenção para o aumento da violência contra mulheres do mundo inteiro em meio à pandemia causada pela Covid-19. 

De acordo com Guterres, infelizmente o isolamento social pode ampliar a violência doméstica sofrida por mulheres e crianças: “Para muitas mulheres e meninas a maior ameaça está precisamente naquele lugar que deveria ser o mais seguro dos lugares, as suas próprias casas.”.

Saindo do contexto mundial e olhando para o Brasil, o cenário não é diferente. Em uma coletiva realizada no mês de abril pela Ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), ela mencionou um aumento de aproximadamente 9% no número de denúncias de violência contra a mulher em comparação com os dados da semana anterior. Para a ministra, o aumento da violência é uma tendência mundial, já que a quantidade de pessoas juntas permanecendo na mesma casa está maior. 

Já em Minas Gerais, antes mesmo da primeira notificação da Covid-19 no Brasil, o governador Romeu Zema, meu colega de partido, fez o lançamento de uma ferramenta de combate ao ciclo de violência contra a mulher – o MG Mulher.

O programa MG Mulher é coordenado pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), e se apresenta em três eixos. O primeiro deles consiste em um aplicativo gratuito disponível para download nos sistemas operacionais Android e IOS, desenvolvido pela Polícia Civil de Minas Gerais com o apoio da SEJUSP. O app é destinado às mulheres que se encontram em situação de violência, possibilitando o acesso rápido e fácil a endereços e telefones como o de delegacias da Polícia Civil, unidades da Polícia Militar e Centros de Prevenção à Criminalidade. O aplicativo permite, ainda, a criação de uma rede de contatos confiáveis para que a mulher, estando em situação de perigo, possa acionar de maneira rápida e segura. 

O segundo eixo está relacionado ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que fica localizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e que conta com a integração de uma equipe de policiais penais da Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica (UGME), a qual é responsável exclusivamente pelo monitoramento dos usuários de tornozeleiras eletrônicas que foram enquadrados na Lei Maria da Penha. 

O terceiro eixo trata do Núcleo Integrado de Monitoramento à Violência contra a Mulher. Com estrutura multidisciplinar formada pela SEJUSP, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE), este núcleo analisa indicadores, mapeia os locais  de ocorrências e propõe soluções conjuntas em todas as esferas, a fim de reduzir eventos desse tipo em Minas Gerais.

Ainda no âmbito estadual, foi criada a campanhaDistanciamento Social sem Violência Doméstica, para prevenir possíveis casos de agressões contra as mulheres. Esta campanha foi lançada durante o I Encontro Estadual dos Centros de Referência às Mulheres em Situação de Violência, realizado virtualmente no mês de abril. Durante o evento foram amplamente divulgados telefones úteis como: 190 – Polícia Militar, para ligar em caso de violência; 180 para denunciar o agressor; e (31) 3270-3235 / 3270-3296 para contato com o Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna) que oferece apoio e atendimento psicossocial às mulheres em situação de violência.

Durante as sessões plenárias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, votei favorável a importantes projetos sobre essa temática. São eles o PL 5.251/18, de autoria do deputado Dr. Jean Freire; PL 1.054/19, de autoria dos Deputados Charles Santos e Mauro Tramonte; PL 1.820/20, de autoria da Deputada Andréia de Jesus; e o PL 1.876/20 da Deputada Marília Campos.

Todos esses projetos visam combater essa triste e revoltante realidade que é a violência doméstica. Se já não bastasse o período crítico que atravessamos com a pandemia do novo coronavírus, temos como outra grande preocupação o aumento da violência doméstica. É fundamental que os agressores julgados culpados sejam punidos no rigor da lei. Portanto, se você é vítima ou presenciou alguma situação de violência, não se cale. Denuncie! Há muitas pessoas e projetos que buscam oferecer o suporte e o cuidado que todas as mulheres merecem.

É inadmissível que tenhamos, ainda hoje, mulheres vivendo sem segurança e com medo nas suas próprias casas.

Laura Serrano

Laura Serrano é deputada estadual eleita com 33.813 votos pelo partido Novo. Economista, Mestre pela Concordia University (Canadá), pós-graduada em controladoria e Finanças e graduada pela UFMG com parte dos estudos na Université de Liège (Bélgica). É membro da Golden Key International Honour Society (sociedade internacional de pós-graduados de alto desempenho).
Instagram

Laura Serrano

Email: contato@lauraserrano.com.br

Laura Serrano é deputada estadual eleita com 33.813 votos pelo partido Novo. Economista, Mestre pela Concordia University (Canadá), pós-graduada em controladoria e Finanças e graduada pela UFMG com parte dos estudos na Université de Liège (Bélgica). É membro da Golden Key International Honour Society (sociedade internacional de pós-graduados de alto desempenho).
Instagram

Mais lidas do dia

Resultado da Lotofácil da Independência: veja os números sorteados e saiba se você levou R$ 300 milhões

lotofácil da independência

Vídeo mostra ataque de abelhas a uma aluna em escola de Ibirité, na Grande BH

Criança é atacada por exame de abelhas na porta de escola em Ibirité

VÍDEO: Homem é assassinado no bairro Horto, em BH

VÍDEO: Motorista e motociclista brigam, condutor inicia perseguição, bate em 5 carros e em moto em avenida de BH

Estudante de 14 anos morre após passar mal dentro de escola do Sesi em BH

Estudante morre após passar mal em escola do Sesi em BH

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ