Docente da UFMG defende pichação na igrejinha da pampulha em BH

Parte do conjunto arquitetônico formado pelo Iate Tênis Clube, o Museu de Arte Moderna e a Casa do Baile, a igrejinha de São Francisco de Assis na Pampulha, foi alvo de pichadores na madrugada desta segunda (21). Uma das quatro estruturas assinadas por Oscar Niemeyer amanheceu rabiscada em quatro de suas paredes. A Polícia Militar (PM) foi acionada pela Arquidiocese de Belo Horizonte, que registrou um boletim de ocorrência.

Os guardas municipais que realizavam ronda na orla da lagoa foram os primeiros a perceberem as escrituras “Marú C.S” na igrejinha. Logo após o registro da ocorrência, as autoridades municipais responsáveis também foram notificadas pela arquidiocese, que informou que as medidas necessárias já começaram a serem tomadas para tentar remover a tinta.

A PM informou que o local é monitorado por câmeras do Olho Vivo, que serão usadas na identificação dos suspeitos. Os policiais acreditam que a pichação tenha sido feita por integrantes de um grupo de pichadores identificados como “Cartel do Subúrbio”, já que uma página no Facebook mostra outras pichações assinadas da mesma maneira. Até o momento nenhum pichador foi identificado ou preso.

No Facebook, o assunto repercutiu. A professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, Regina Helena Alves criou uma polêmica, ao justificar a ação, que segundo ela não se trata de vandalismo.

Para a docente, os pichadores são responsáveis por “jogar na nossa cara a hipocrisia dos consensos que constituímos. Ha um consenso meio bobo em torno da Pampulha patrimônio da humanidade. Em nome desse consenso desapropriaram terreno construído invadido e pagaram a quem invadiu pra que o dinheiro publico destrua o que não é nosso pra dar a eles status de integrantes de um patrimônio da humanidade. Em nome desse consenso mataram vários animais que viviam na lagoa. Em nome desse consenso tentam de todas as formas retirar ocupações que nosso prefeito diz serem culpadas por “poluir” a lagoa. Enfim, eu olharia pra essa pixação (sic) muito mais como uma voz do dissenso do que um vandalismo, mesmo porque não destrói nada so chama a atenção antes de ser lavada”, escreveu.

Internautas lembraram que a sede do PT em Belo Horizonte foi vandalizada duas vezes em menos de um mês e que não há lógica em condenar esses ataques e defender o da igrejinha. Guilherme Ferreira ironizou: “Toda pixação (sic) que não contenha uma mensagem explícita de repúdio não pode em hipótese alguma ser considerada um ato de ódio. Bom, assim como você sugeriu o estudo dos “sentidos das ações na cidade”, também sugiro estudar um pouco de lógica. Não faz mal a ninguém.

Para Regina, contudo, as intervenções desde tipo “não buscam aniquilar o outro ao contrário elas querem ser ouvidas pelo outro. Mas essa polêmica é Boa porque ela mostra o lugar do ódio político atual”, concluiu.

VOU SER UMA VOZ DISSONANTE, MAS SEMPRE DEFENDI QUE A PIXAÇÃO NÃO É UM ATO DE VANDALISMO PORTANTO ME SINTO CONVOCADA A…

PUBLICADO POR REGINA HELENA ALVES SILVA EM SEGUNDA, 21 DE MARÇO DE 2016

Com informações do jornal O Tempo.

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