Editorial que sugere ‘cenário sombrio’ em disputa entre Lula e Bolsonaro agita a web

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Pesquisa da DataFolha aponta Lula como vencedor das eleições 2022 já no 1° turno (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Um forte debate sobre o possível segundo turno da eleição presidencial de 2022 movimenta as redes sociais, nesta sexta-feira (14). As discussões se intensificaram após o jornal Estadão publicar um editorial em que considera um segundo turno entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) como uma oposição entre o atraso e o retrocesso.

A versão on-line do jornal O Estado de S. Paulo publicou o editorial na manhã de hoje (14), com o título “Cenário Sombrio”, e trata da recente pesquisa Datafolha, que aponta Lula como vencedor da eleição presidencial já no primeiro turno. O conteúdo, que está disponível somente para assinantes, foi compartilhado de forma resumida nas redes sociais do Estadão, sendo o suficiente para gerar polêmicas e debates.

“Um segundo turno entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro oporia o atraso ao retrocesso, a indecência à imoralidade, a desfaçatez ao cinismo”, escreveu o jornal. O editorial ainda acrescentou que é “impressionante o fato de que Lula possa vencer ainda no 1° turno”. Além disso, a opinião do jornal é de que “há uma boa chance de evitar tal desastre”.

‘Uma escolha muito difícil’

Somente no Twitter, a publicação do Estadão recebeu, até o momento, mais de 3,8 mil comentários. Os internautas relembraram da publicação feita pelo jornal na última eleição presidencial, em 2018, em que a matéria considerava “uma escolha muito difícil” entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro.

Ademais, pessoas listaram motivos para votar em Lula, considerando-o melhor candidato do que Bolsonaro. “Alguém misturou um zolpidem com whisky e abriu o MacBook para digitar essa bobagem ontem de madrugada, hein. São ameaçados todo dia e têm a pachorra de falar que o projeto autoritário era o do lulapetismo. Ajuda aí”, comentou uma pessoa.

Por outro lado, teve gente que concordou com o editorial, e escreveu: “Editorial preciso. Lula é diferente de Bolsonaro por ser democrata e não ser um genocida, mas isso não implica que ele também não seja ruim. Os dois são péssimos, mas por situações diferentes”. Confira um pouco da repercussão:

Tradução: “Você não tem que publicar os dois lados quando um deles é fascismo”.

Edição: Roberth Costa
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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