O Centro Cultural Alto Vera Cruz sedia, neste sábado (17), uma oficina gratuita de dança urbana focada em breaking. O evento acontece das 9h às 13h e marca o encerramento de um ciclo de atividades educativas iniciado em setembro.
A aula será conduzida por Paulo Firmino, conhecido como Bboy Paulinho, um dos principais nomes da dança urbana em Belo Horizonte. A oficina é voltada para pessoas com mais de 14 anos e oferece 20 vagas, com inscrições via formulário online nas redes sociais do grupo (@us.hiphop).
A atividade faz parte de um circuito formativo que celebra a primeira década de trajetória do grupo US! Hip Hop.
Conteúdo e objetivos
A programação aborda a base técnica do break e de outros estilos de dança urbana, integrando a prática aos fundamentos históricos e socioculturais do movimento.
Sob o mote “A Cultura em Movimento”, a iniciativa visa levar atividades culturais para as periferias da capital mineira. Antes de chegar ao Alto Vera Cruz, o circuito realizou oficinas em Venda Nova, Barreiro e no Zilah Spósito.
O projeto é a etapa final de uma série formativa que já contemplou aulas de Graffiti com Pedro Figo, MC com Monge MC e DJ com Miria Alves.
Trajetória
Com cerca de 20 anos de experiência como professor, competidor e intérprete, Paulo Firmino é o único mineiro a ter alcançado a final do Red Bull BC One Cypher Brasil, a maior competição de breaking do mundo.
O artista possui passagens pelo balé da Nação Zumbi e do rapper Djonga. Atualmente, integra o Grupo de Rua (GRN), de Niterói, sob a liderança de Bruno Beltrão.
Legado
A série de oficinas impactou mais de 200 pessoas em um mês. Para registrar a experiência, a US! Hip Hop lançará um Ebook gratuito com relatos de participantes e fotos das atividades, que será distribuído online e em bibliotecas dos centros culturais parceiros.
Mikaelle Marinho, idealizadora da US! Hip Hop, destaca que o grupo surgiu como uma festa para difundir a música preta e o hip hop. “Agora, em nosso aniversário de 10 anos, achamos importante retomar os fundamentos e descentralizar o movimento, devolvendo à periferia aquilo que ela produz: conhecimento, festa e muita arte”, afirma.
Mikaelle reforça a importância de preservar a memória do movimento em BH. “A cultura que nasce nas periferias e ocupa as ruas é patrimônio do povo, espaço de cidadania, expressão e ferramenta de inclusão social”, conclui.










