Estreia no próximo dia 7 de maio o curta ‘A menina que queria ser pedra’, nova produção do artista visual e cineasta Jackson Abacatu. A exibição acontece no Cine Santa Tereza e marca um momento simbólico na trajetória do diretor, que completa 20 anos de produção artística.
O filme chama atenção pela proposta estética pouco comum. Em vez de técnicas digitais convencionais, Abacatu constrói a animação a partir de páginas de livros antigos, organizadas manualmente em camadas. Os desenhos são projetados, pintados com nanquim e depois fotografados quadro a quadro. O resultado é uma experiência visual que mistura texto, imagem e materialidade, criando uma sensação quase tátil para quem assiste.
A narrativa acompanha o encontro entre duas crianças, um menino inquieto e uma menina mais contemplativa, usando esse diálogo para refletir sobre tempo, percepção e transformação. Mais do que contar uma história linear, o curta aposta em uma experiência sensorial, propondo um ritmo mais lento em contraste com o consumo acelerado de conteúdo atual. A “pedra”, no filme, aparece como símbolo de permanência e pausa, sugerindo um outro jeito de se relacionar com o tempo.
Veja o trailer:
A trilha sonora reforça essa atmosfera. O próprio diretor construiu um instrumento de pedra, chamado litofone, que integra a composição musical ao lado de piano e handpan. A ideia é ampliar a imersão e criar uma conexão direta entre som e matéria, acompanhando o ritmo contemplativo da obra.
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Lançamento ‘A menina que queria ser pedra’
Data: 7 de maio
Local: Cine Santa Tereza – Belo Horizonte
Entrada: não informada










