Arte, mutirões comunitários, educação ambiental e cultura compõem a 2ª edição do Festival da Onça, evento que começou nesta segunda e segue até domingo (7) em Belo Horizonte. A iniciativa visa promover a revitalização do entorno do Ribeirão Onça, no bairro Novo Aarão Reis, região Norte da capital.
O local abriga a maior queda d’água em leito natural dentro de uma capital brasileira e, neste ano, ganha novo espaço de lazer a partir da mobilização coletiva. A iniciativa dá continuidade às ações iniciadas em 2024, quando o festival construiu um mirante e um escorregador às margens do rio. Agora, o objetivo é ampliar as intervenções rumo ao Parque Ciliar Comunitário do Ribeirão Onça, um corredor verde de quase seis quilômetros, com áreas de convivência, lazer e cultura.
Programação
Até 5 de setembro, a agenda inclui oficinas, mutirões, visitas mediadas e o lançamento do livro “Lembra: isto é Rio – Histórias do Ribeirão Onça”.
Nos dias 6 e 7, a celebração ganha força com shows, feira gastronômica, cortejos culturais e atividades educativas. Entre as atrações confirmadas estão: MC Dodo, Fran Januário com Dona Eliza, Uai Sound System, Swing Safado, Baile Charme, Orquestra Popular Terno de Binga, As Grandes Figuras e o tradicional Boi da Manta.
O espaço também receberá uma tenda cultural, com biblioteca para leitura e troca de livros, além de um festival de pipas.
Transformação coletiva
Antes tomada por entulho e usada como área de descarte irregular, a região vem sendo transformada por meio de mutirões comunitários com apoio de organizações como o Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (Comupra), o Movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa e o Projeto Manuelzão. Estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) participaram da criação de projetos de mobiliário urbano, agora instalados no mirante da cachoeira.
“Com pesquisa, criatividade e cooperação, conseguimos transformar o espaço em área de encontro e pertencimento para a comunidade”, destaca Débora Tavares, coordenadora dos mutirões.
Capital dos rios
Belo Horizonte tem cerca de 700 km de cursos d’água, em grande parte poluídos e canalizados. O Festival da Onça defende a recuperação ambiental e a convivência com rios limpos, inspirando-se em exemplos internacionais, como a despoluição do Rio Sena, em Paris.
Criado em 2024 pela Escola de Arquitetura da UFMG, o festival é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e convida moradores e visitantes a refletirem sobre o futuro dos rios da cidade.
Anota aí!
- Data: 1º a 7 de setembro
- Local: Bairro Novo Aarão Reis – Mirante da Cachoeira do Ribeirão Onça
- Entrada gratuita
- Programação completa: festivaldaonca.com.br
- Instagram: @festivaldaonca








