Belo Horizonte recebe, até domingo (8), a 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ BH), considerado o maior evento de arte sequencial da América Latina. Com entrada gratuita, o festival ocupa o Minascentro e reúne cerca de 400 artistas brasileiros e internacionais, além de 277 mesas com exposição e venda de publicações.
A programação vai além da feira de quadrinhos e inclui exposições, debates, sessões de cinema, oficinas, lançamentos de livros e encontros com artistas. Entre os convidados internacionais está a quadrinista checa Štěpánka Jislová, que tem duas obras expostas no festival e publicadas no Brasil.
Uma delas é “Do Coração”, que aborda traumas e relações tóxicas. A outra, “Sem Cabelo”, trata da alopecia, condição que provoca a perda de cabelos. As duas publicações fazem parte da programação que apresenta ao público diferentes estilos e temas da produção contemporânea de quadrinhos.
Quadrinista mineiro é homenageado
O artista mineiro Lelis, de Montes Claros, é o homenageado da 13ª edição do FIQ BH. Com carreira iniciada em 1986, ele tem trabalhos publicados no Brasil e no exterior e já conquistou oito prêmios HQ Mix, um dos principais reconhecimentos do mercado brasileiro de quadrinhos.
Ao receber a homenagem, Lelis também destacou a importância dos artistas que participaram das primeiras edições do festival e ajudaram a construir sua trajetória.
“Eu agradeço muito o pessoal do festival por essa homenagem, mas estendo essa homenagem aos quadrinistas que iniciaram o FIQ. […] É importante também reconhecer o desbravamento do festival, como era diferente antigamente, como se transformou, como se profissionalizou”, afirmou.
Festival valoriza a diversidade cultural
Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, o FIQ BH tem como tema “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”.
Para a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, o festival é uma forma de fortalecer a produção artística local e ampliar o contato do público com diferentes estilos de quadrinhos.
“É uma forma de fortalecer o trabalho que acontece aqui na nossa cidade e convidar artistas de outros lugares. É iluminar a força da nossa cidade, a potência dos nossos artistas locais”, afirma.
Bárbara também destaca a diversidade de temas e públicos do evento, que reúne desde produções infantis até histórias de terror e quadrinhos religiosos. Para ela, o encontro permite que pessoas de diferentes gerações se reconheçam nas obras e descubram novas possibilidades de leitura.
Dois nomes são homenageados nesta edição
A 13ª edição presta homenagem à pesquisadora Sônia Luyten e ao quadrinista mineiro Marcelo Lelis, de Montes Claros. Enquanto Sônia dedicou a carreira ao estudo dos quadrinhos, Lelis tem trabalhos publicados no Brasil e no exterior e reconhecimento internacional.
Segundo a curadora Mariana Viana, a escolha também busca valorizar diferentes profissionais que contribuem para o universo das HQs, não apenas os artistas que desenham e escrevem as histórias.
A diversidade também orientou a seleção dos participantes. O festival reúne artistas de 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e convidados internacionais, com diferentes gêneros e estilos de produção.
Então, anota aí!
13º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ BH)
- Data: até domingo, 8 de novembro de 2026
- Local: Minascentro
- Endereço: avenida Augusto de Lima, 785, Centro, Belo Horizonte
- Entrada: gratuita
- Programação: Instagram oficial do FIQ BH









