Os moradores de Belo Horizonte têm motivos para comemorar, já que, nesta sexta-feira (12), a cidade mineira completa 128 anos. Conhecida como a capital dos botecos, das montanhas, do cafezinho, da prosa e, mais recentemente, do ‘grau’ e Xeque Mate, o município foi criado em 12 de dezembro de 1897 e projetado para manter seus limites dentro da avenida do Contorno. Entretanto, a área, que inicialmente era um povoado intitulado Curral del Rei, com 30 ou 40 famílias moradoras, ao longo dos anos se expandiu. Hoje, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2022, BH tem 331,354 km² de extensão e mais de 2,3 milhões de habitantes.
Em 128 anos, a capital mineira já foi chamada de ‘Arraial Bello Horisonte’ (considerando a antiga grafia, antes com ‘s’ e depois com ‘z’) e Cidade de Minas. Ganhou apelidos carinhosos como ‘Beagá’ e ‘Belô’, e até mesmo ficou conhecida pelos seus belos jardins, o que rendeu a fama de ‘Cidade Jardim’.
Mais do que isso, BH foi palco de grupos artísticos de destaque, como Grupo Corpo, Galpão e Giramundo, berço de ‘gigantes’ da música, como o Clube da Esquina, e terra de escritores importantes para a literatura nacional, como Conceição Evaristo, Ana Martins Marques e Fernando Sabino. Sem contar, claro, os inúmeros movimentos culturais e de arte urbana, responsáveis não apenas por repensar o espaço coletivo, mas por deixar o ‘belo horizonte’ ainda mais bonito.
Seja ‘subindo Bahia e descendo Floresta’, ou apreciando a vista do Cristo, no Barreiro, fato é que Belo Horizonte está, essencialmente, ligada à vida de muita gente e proporciona experiências únicas. Foi pensando nisso que a redação do BHAZ separou 128 vivências (dentre milhares) que tornam um belo-horizontino de ‘carteirinha’. Ficou curioso? Então, confira a lista e veja quantas dessas você já viveu.
Confira 128 rolês proporcionados na capital mineira
- Ter um adesivo ‘Eu amo BH Radicalmente’;
- Ficar feliz por fazer exame de direção no CEPEL;
- Chamar o centro de cidade;
- Comer o melhor pão de queijo do Brasil em qualquer lugar da cidade;
- Ir para o clube no fim de semana;
- Sentir saudade do relógio do Itaú;
- Gritar ‘Galo’ ou ‘Zero’ sempre que alguma coisa quebrar;
- Andar de skate na esplanada do Mineirão;
- Acompanhar os parentes do interior no zoológico;
- Fechar a noite no Tim, Espanta Crise;
- Ser roubado na rua Sapucaí;
- Desviar dos vendedores de correntinhas na porta do Oiapoque;
- Perguntar onde estão os vendedores de icegurt;
- Reclamar que os bares fecham meia-noite;
- Zerar todos os blocos de Carnaval;
- Levar as sacolinhas do Supermercados BH para viajar o mundo;
- Visitar a esquina do Clube da Esquina;
- Curtir o Minas ao Luar;
- Ir ao Mineirinho assistir a um jogo do Minas Tênis Clube ou do Sada Cruzeiro;
- Ficar preso no entorno do Mineirão esperando o Uber abaixar após festivais;
- Ver sobe e desce da Guaicurus;
- Andar de biquíni pela cidade no Carnaval;
- Conhecer a Serra do Curral;
- Ir ao Natora na UFMG;
- Comer um espetinho barato no Jaeh;
- Malhar a panturrilha subindo ladeira;
- Curtir uma brisa na Praça do Papa;
- Ser conhecida como a ‘capital do Grau’;
- Tirar uma foto com a Lagoa da Pampulha ao fundo;
- Fazer piquenique no Parque das Águas/Parque Burle Marx;
- Viver o caos de um domingo no Parque Guanabara;
- Contar os desenhos da Bolinho em diferentes pontos da cidade;
- Fazer trilha na Serra do Rola Moça;
- Andar de pedalinho no Parque Municipal;
- Esperar ônibus na av. Afonso Pena desviando dos ratos;
- Ir ao PlayCity;
- Ficar de cara com o Cristo do Barreiro;
- Conhecer o Presépio do Pipiripau;
- Correr na Praça da Liberdade;
- Tomar banho de mangueira gritando ‘Ei Chapolin, joga água em mim!’ na Praia da Estação;
- Comprar chocolate, ração de cachorro e sacar dinheiro na Drogaria Araujo;
- Ir ver as luzes de Natal na Praça da Liberdade;
- Ver um político fazer campanha no Café Nice;
- Se perder no Mercado Central;
- Visitar o mirante no Mangabeiras;
- Fazer slackline na Praça do Papa;
- Sair de um rolê e ir tomar café da manhã na Feira Hippie;
- Sentir calor no Mercado Novo;
- Viajar na figura indígena do Edifício Acaiaca;
- Ir no Rei do Canudinho, no Santo André;
- Ter um date no CCBB;
- Ver o cachorrão do Emive;
- Ter orgulho de BH ter criado o MTG;
- Ir ao Morte Súbita no Jaraguá;
- Tomar uma Limonada do Tradicional Limonada do Mercado Central;
- Comer uma parmegiana na Cantina do Lucas;
- Comer o fígado com jiló do Bar da Lora;
- Dar (ou tentar) dar uma volta de bicicleta na Lagoa da Pampulha;
- Bater um pratão no Chopp da Fábrica após algum rolê;
- Finalizar o rolê no karaokê do Bar da Cássia;
- Ver a ilusão do ‘carro subindo a ladeira’ na rua do Amendoim;
- Assistir ao Duelo de MCs no Viaduto Santa Tereza;
- Ter medo de ser assaltado no quarteirão fechado da Praça Sete;
- Comer um tropeiro do lado de fora do Mineirão antes de um jogo;
- Fechar a noite na Pizzaria Guarani;
- Comer pastel e tomar caldo de cana na Galeria do Ouvidor;
- Parar pra ver o Quarteirão do Soul na Praça Sete;
- Passar uma tarde no Parque Ecológico Municipal da Pampulha;
- Visitar o Charada na avenida Fleming;
- Tropeçar na UFMG;
- Visitar a Igreja São Francisco de Assis;
- Comprar bala azedinha na Lalka;
- Ter uma história para contar do Axé Brasil ou do Pop Rock;
- Ir na feira de carros antigos na Esplanada do Mineirão aos domingos;
- Ir para o Aeroporto da Pampulha ver um avião decolar;
- Comprar apetrechos de fantasia de carnaval na Galeria do Ouvidor;
- Andar mais de 10 km no Centro durante o Carnaval;
- Alugar vestido no edifício Mariana;
- Fazer enxoval de criança na Feira Hippie;
- Curtir um show no Parque Municipal;
- Tomar um sorvete na Sorveteria São Domingos;
- Andar no caminhão da alegria de madrugada pela Savassi;
- Tomar água de coco no Baiano após correr na av. dos Andradas;
- Rezar uma Ave Maria atravessando o túnel do Minas Shopping
- Ficar horas preso no trânsito da av. Cristiano Machado;
- Prender o cabelo para não ser cortado enquanto está andando pela Praça Sete;
- Descer correndo para o metrô depois de um jogo no Independência;
- Comprar flor na feira do Colégio Arnaldo;
- Nadar no CEU da UFMG;
- Fazer uma saideira no Postinho Orion no Padre Eustáquio;
- Comer Raad’s;
- Comprar presentes de Natal no Oiapoque;
- Enfrentar a fila do UAI da Praça Sete;
- Ficar rodando procurando vaga para estacionar no centro de BH;
- Degustar o tradicional cachorro-quente do Tafarel no Alípio de Melo;
- Se perder pelos viadutos do Complexo da Lagoinha;
- Tomar um caldo de mocotó no Nonô;
- Comer o tradicional Kaol no Café Palhares;
- Andar no minhocão do parque de diversões do Parque Municipal;
- Assistir a um espetáculo do Grupo Galpão na rua;
- Morrer de medo ao entrar de carro no estacionamento do shopping Cidade;
- Madrugar para assistir o desfile do ‘Então, brilha!’;
- Tomar Catuçaí do Nandão;
- Comprar temperos na Feira dos Produtores;
- Assistir um jogo na Alberto Cintra;
- Conhecer o jacaré da Pampulha;
- Falar que algum lugar é logo ali;
- Tomar Mate Couro;
- Ir a um samba domingo a tarde;
- Sentir frio na barriga no tobogã da Contorno;
- Sentir falta de pagar só R$ 2 para ir ao Cinema no Pampulha Mall;
- Comer a pizza do Bigode no Barreiro;
- Almoçar em Macacos;
- Ir no Cabral em uma quinta-feira aleatória;
- Fazer bate-volta para conhecer o museu do Inhotim;
- Tomar um porre de Xeque Mate;
- Visitar o Topo do Mundo;
- Encontrar a Loira do Bonfim pelas madrugadas de BH;
- Saber como responder a pergunta: BH é quem?;
- Correr pela rua, em bando, com o Calma Clima;
- Assistir um clássico no Mineirão;
- Saber que as ruas do centro são sempre nomes de Estados e tribos indígenas;
- Chamar o copo Americano de Lagoinha;
- Fazer o circuito do Comida di Buteco;
- Beber no famoso Bar do Zezé no Santa Helena;
- Dar rolezinho no Edifício Maletta;
- Fazer um passeio guiado pela ‘Rua do Menino Maluquinho’
- Fechar a noite na Obra
*Com Amanda Serrano, Isabella Guasti, Lavínia Fernandes, Mariana Brandão, Pablo Nascimento, Pablo Nogueira, Pedro Rocha Franco, Rafaela Carvalho, Thiago Cândido, Tol Ramos, Shirley Pacelli e Vinícius Sampaio.











