Belo Horizonte e Contagem recebem a 15ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas nesta quinta-feira (26). O evento conta com programação especial em diversos centros culturais das duas cidades, como contações de histórias, exposições, mostras e oficinas. As atividades ocorrem no período noturno, a partir das 18h.
Em BH, 11 integrantes do Circuito Liberdade participam da iniciativa, com atividades gratuitas entre 18h e 22h. A edição é marcada pela estreia do Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Já em Contagem, o evento ocorre na Casa da Cultura Nair Mendes Moreira, das 19h às 21h, reunindo atividades que valorizam a memória, produção artística e o acesso da população aos espaços culturais. O destaque é a participação do Projeto ‘Meu Rolê’, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, cujo foco é a saúde mental, álcool e outras drogas.
Veja a programação de BH
No Palácio da Liberdade, a “Visita temática: memórias da folia na capital” aborda o carnaval como uma das maiores manifestações culturais brasileiras, investigando como as primeiras festas da capital se formaram e dialogam com o próprio prédio histórico. Já no Centro Cultural Unimed-BH Minas, a contação de histórias “Noite de contos / histórias de carnaval” promove um encontro entre literatura, memória, oralidade e cultura popular, celebrando o carnaval como manifestação cultural e afetiva.
A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais reservou duas exposições ao público. A mostra “Encyclopédie” apresenta edições da obra organizada por Denis Diderot e Jean d’Alembert, publicadas entre 1778 e 1779. Já “A borboleta pousada ou é Deus ou é nada” passeia pela obra da escritora e professora Adélia Prado, propondo captar as ressonâncias internas do seu trabalho poético: “citar Adélia em Adélia”. Terá ainda uma visita mediada ao setor de obras raras e coleções especiais, que faz um panorama da trajetória do livro impresso dos séculos XV ao XVII.
Recém-ingresso ao Circuito Liberdade, o Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB) participa pela primeira vez da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas. O espaço propõe a palestra “Sistema Concentracionário Nazista”, abordando o funcionamento do sistema de campos de concentração nazista e seus desdobramentos históricos.
No veterano Museu Mineiro, a “Oficina de pios de barro” faz uma introdução à cerâmica artesanal por meio da confecção de pios de barro, que são instrumentos musicais de sopro presentes em diferentes tradições culturais.
A 15ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas conta ainda com abertura de exposição no Circuito Liberdade. No Centro de Documentação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), será inaugurada, às 18h, a mostra “Os Caminhos de Chica”, com palestra e relatos sobre ações de preservação dos bens culturais relacionados à vida de Chica da Silva no século XVIII. Já no MM Gerdau – Museus das Minas e do Metal haverá visitação e oficina sobre a exposição “Omar Franco 70//50”, do renomado artista plástico mineiro.
A Casa Fiat de Cultura também traz exposição: “Telúricas” reúne 20 pinturas de Iago Marques que evocam paisagens entre a natureza e o urbano. Além disso, o Ateliê Aberto “Objetos que soam: inventando instrumentos” convida à construção de objetos sonoros e sensoriais.
Já no CCBB BH, o público pode visitar, até às 22h, outra exposição: “Yoshitaka Amano – além da fantasia”, uma seleção de mais de 218 obras do artista japonês, incluindo pinturas, ilustrações originais, objetos e uma sala imersiva desenvolvida para ampliar a experiência sensorial dos visitantes. Já no Ponto Cultural CDL, a “Visita mediada: a cidade e o comércio” propõe uma viagem dos séculos XVIII ao XXI, entre histórias, causos e conexões entre a cidade, a literatura e o cotidiano comercial de Belo Horizonte.
Veja a programação de Contagem
O ‘Meu Rolê’ atua há três anos utilizando a arte e a cultura como ferramentas de intervenção psicossocial, especialmente junto a crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
O projeto se desenvolve por meio de ações, oficinas e atividades de base territorial, que utilizam a arte, a cultura, o brincar e o esporte, além da ocupação de espaços da cidade como estratégia de cuidado e proteção.











