Montagem inédita da ópera ‘Romeu e Julieta’ está em cartaz no Palácio das Artes neste final de semana

A história de amor proibido mais famosa do universo das artes ganha nova releitura em Belo Horizonte. A versão operística “Romeu e Julieta”, de Charles-François Gounod, será apresentada, nesta sexta-feira (27) e domingo (29), no Grande Teatro do Palácio das Artes.

A ópera integra as comemorações dos 400 anos de morte do autor britânico William Shakespeare. Nesta montagem inédita pela FCS, o espetáculo será encenado pelos três corpos artísticos mantidos pela fundação: a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Companhia de Dança Palácio das Artes.

Na versão contemporânea do clássico shakespeariano, o amor proibido entre Romeu e Julieta se passa na França, no século XIX. As modificações da obra original foram concebidas por Jules Barbier e Michel Carré, nos libretos que inspiraram a ópera.

“A obra tem muito de política, comédia e da relação entre classes” disse o regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, maestro Silvio Viegas. Nessa mesma perspectiva, o regente do Coral Lírico, maestro Lincoln Andrade, destaca uma cena da montagem que, segundo ele, reflete o momento político que o país atravessa.

Trata-se do ato em que o Duque de Verona — encenado pelo baixo Mauro Chantal— presencia o confronto entre os membros das famílias Montecchio e Capuletto, o que termina em morte. Diante dos corpos, ambas famílias passam a clamar por justiça.

“Eu acho que ela (a cena) reflete a contemporaneidade da ópera. O país vive em um momento de clamor por justiça, democracia, pulso e decisões corretas. É muito bom clamar por justiça. Sobretudo em sonoro acorde de mi bemol menor”, declarou.

Serviço

Opera “Romeu e Julieta”

Dias 27 e 29 de maio, às 20h

Ingresso: R$ 60 e R$ 30 (meia)

Guilherme Scarpellini

Guilherme Scarpellini é redator de política e cidades no Portal BHAZ.