O líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak assinará, pela primeira vez, uma pintura na lateral de um edifício no Festival CURA. A obra integra a edição de 2026 do evento, que será realizado entre os dias 19 e 30 de agosto, na Praça Raul Soares, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, marcando a despedida do festival do espaço que ocupa desde 2021.
Reconhecido internacionalmente pela defesa dos direitos dos povos originários e da preservação da natureza, Krenak será um dos artistas responsáveis pelas novas empenas do festival. Ele também entrou para a história ao se tornar o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL). O artista assina as empenas no Edifício Pignataro, na Avenida Augusto de Lima, e no Edifício Florença, na Rua Guaranis.
Nesta edição, o festival traz o tema “Descansar Enquanto”, que convida o público a refletir sobre o descanso como um direito e uma forma de resistência diante das desigualdades de gênero, raça e classe. A programação também amplia as experiências artísticas para além das tradicionais empenas. Pela primeira vez, os artistas Tina Soul, Efe Godoy, Nica, Dalata, Tot e Fhero farão pinturas ao vivo, transformando a Praça Raul Soares em um grande ateliê a céu aberto no dia 26 de agosto, com intervenções coloridas abertas ao público.
CURA
Criado em Belo Horizonte, em 2017, o CURA é um movimento brasileiro de arte pública idealizado por mulheres. Além do festival de empenas, o projeto atua como uma plataforma cultural que promove ações no encontro entre arte, cidade e sociedade, com o objetivo de democratizar o acesso à produção artística.
Ao longo de nove anos, o Instituto CURA consolidou uma trajetória de intervenções urbanas que articulam artistas, comunidades e parceiros institucionais em projetos que unem arte, formação e engajamento social, contribuindo para a construção de novas narrativas para os espaços públicos.
Visitas ao Edifício JK
Entre os dias 27 e 30 de agosto, o festival promoverá visitas guiadas ao Edifício JK, um dos marcos da arquitetura moderna brasileira projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950. Em parceria com o Viva JK, a atividade permitirá que o público conheça um dos pontos mais altos da região central de Belo Horizonte, de onde é possível observar diferentes murais do CURA.
As visitas são gratuitas e não exigem inscrição prévia. As senhas serão distribuídas por ordem de chegada, 30 minutos antes do início de cada sessão.










