Influenciadora tem crise de ansiedade, é hospitalizada e desabafo acende alerta

Layla da Fonseca influenciadora
No hospital, médicos fizeram comentários maldosos sobre a jovem (Reprodução/@layladafonseca/Instagram)

Uma influenciadora carioca sofreu uma crise de ansiedade e precisou ser hospitalizada. Ela publicou um longo desabafo, nessa quinta-feira (22), após voltar para casa. No relato, publicado na rede social, a jovem conta que se arrependeu no minuto seguinte de agir contra a própria vida. A mulher ainda denunciou conversas inapropriadas e maldosas que escutou a respeito dela no hospital, por parte da equipe médica.

“Sabe quando você tem uma atitude e, simplesmente, no minuto seguinte se arrepende? Tenho ansiedade e nos últimos anos, estou aprendendo a olhar o copo meio cheio, largar os pesos imaginários e a entender que momentos difíceis vão existir. Na segunda-feira, o desespero bateu em cheio, e sem pensar, queria acabar com a dor, mas no momento seguinte lembrei que algo só acaba quando Deus quer!”, começou Layla da Fonseca, que tem mais de 320 mil seguidores no Instagram.

A jovem conta que, assim que chegou ao hospital, não sentia mais o desespero e os sintomas de ansiedade. “Me encaminharam pro hospital e, acreditem, não sentia nada, conversava com todos normalmente, fiz uma série de tratamento e, mais tarde, subi para o CTI. Recebi diversos médicos, conversei e, de quebra, falei da vida, era a mesma Layla de sempre. Tive muito apoio de enfermeiros, técnicos, psicólogas, nutricionista, fisioterapeuta e de alguns médicos”, continua.

Como colocado, o apoio não veio de todos os médicos. “Depois de 34h sem dormir pela ansiedade, e sem meu remédio para controlar, queria ouvir, ao menos, a voz dos meus pais e com a cabeça a mil, não descansava por nada. Infelizmente, um psiquiatra sem a menor paciência de me ouvir, me medicou e não me fez bem. Com a sala dos médicos perto do meu quarto, ouvia de tudo, até coisas ao meu respeito, que eram inapropriadas e até mesmo maldosas”, denuncia.

A jovem recebeu apoio dos seguidores (Reprodução/@layladafonseca/Instagram)

“A situação era delicada, sozinha e sem poder nem ao menos sair da cama pelos protocolos, me abalei completamente, fui me abatendo e o otimismo do início se foi e só conseguia chorar, com isso meus sinais vitais não se estabilizavam”, relembra a blogueira.

Melhora

Um médico de outra unidade ajudou a jovem a se recuperar. “Como Deus é perfeito, enviou um anjo, um médico de outra unidade surgiu do nada e veio conversar comigo, expliquei tudo e depois de muito chorar, imediatamente administrou uma medicação que já faço uso para a ansiedade e chamou meus pais”, conta.

“Com meus exames normais desde o princípio, resolvi voltar pra casa, mesmo antes do tempo. Não conseguia ficar mais ali, por estar completamente abalada e não ter por perto nada que me ajudasse e acalmasse. Já em casa, estou tentando melhorar, sei que sou forte, tenho Deus e minha família! Com o tempo vai sumir o medo que está no meu coração, o sentimento de impotência e toda a tristeza”, afirma.

“Tenho a certeza que logo estarei ainda mais forte! Divido minha vida com vocês, sem qualquer vergonha, vou dando notícias, na medida do possível, e voltando aos poucos”, finaliza a influenciadora.

Onde conseguir ajuda?

Especialistas em saúde mental reforçam a necessidade de busca por ajuda em momentos difíceis, já que todos nós estamos sujeitos a enfrentar questões que nos atordoam e causam sofrimento. Por isso, a mensagem é: você não está sozinho (a).

Ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida) são gratuitas em todo o país. Por meio do telefone 188, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.

Além do CVV, também existem no Brasil os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), que integram a rede SUS municipal. Trata-se de um serviço aberto constituído por uma equipe multiprofissional, que atua interdisciplinarmente no atendimento a pessoas com sofrimento ou transtorno mental.

Edição: Roberth Costa

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