Jornalista que fez sexo em reportagem sobre clubes de swing se defende

Jornalista dinamarquesa
Louise queria que ouvintes tivessem ‘experiência plena da noite’ (Instagram/@louiisefischer/Reprodução)

Uma jornalista que virou notícia após fazer sexo com um jovem para uma reportagem sobre a reabertura de clubes de swing na Dinamarca se defendeu e afirmou que não ultrapassou nenhum limite. Em entrevista ao jornal Extra, Louise Fischer, de 26 anos, argumentou que tomou a decisão para que os ouvintes da rádio onde trabalha pudessem “ter uma experiência plena da noite de reabertura no clube”.

No final de maio, a jornalista ganhou repercussão mundial depois que a reportagem de dois minutos foi ao ar na Radio 4, com um aviso feito pelo apresentador de que ela conteria barulhos de atos sexuais. Em uma primeira visita ao clube, Louise entrevistou as pessoas que estavam participando dos atos, e, na segunda vez, decidiu avançar mais um passo e participar de uma relação.

‘Experiência plena’

“Eu tinha uma ideia de que faria sexo, mas não queria que fosse algo obrigatório. Eu queria fazer isso se fizesse sentido para a reportagem. Então tomei minha decisão final de fazer sexo quando estava no clube de swing e quando comecei a falar com as pessoas e percebi como elas são tímidas”, contou a jornalista quando questionada se ela sabia que faria sexo durante a produção da matéria.

“Foi porque topei a atividade sexual que eles toparam falar comigo mais abertamente e também dessa forma os ouvintes puderam ter uma experiência plena da noite de reabertura no clube”, complementou.

“Fazia parte da minha estratégia fazer uma reportagem o mais genuína e próxima possível da realidade. Eu queria levar os ouvintes o mais perto possível do clube de swing e das pessoas. Queria que os ouvintes sentissem como se estivessem lá”, completou ela em entrevista ao jornal carioca. Ela ainda acrescentou que foi sua primeira vez em um clube de swing e que o seu parceiro foi gentil e respeitoso.

Louise ainda conta que, depois da repercussão, se sente mais confiante com seu trabalho como jornalista, e que seus colegas a apoiaram e deram um feedback positivo sobre a reportagem. “Eu entendo perfeitamente se as pessoas querem me criticar. Acho que é bom que os críticos reajam porque é importante discutir os limites e nosso papel como jornalistas”, pontuou ela sobre as críticas que recebeu.

“Não acho que tenha ultrapassado os limites. É muito normal, pelo menos na Dinamarca, agir ativamente como jornalista e sempre foi isso que eu fiz. Eu não fiz nada ilegal ou prejudicial, então estou confiante de que tomei a decisão certa ao participar ativamente da cena”, completou a jornalista.

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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