Jovem que desapareceu em BH é encontrado vendendo bala em sinal

paulo jovem desaparecido
Jovem foi encontrado no Centro da capital (Everaldo Ferreira/Arquivo Pessoal)

O jovem de 18 anos que desapareceu no último domingo (11) na região do Barreiro, em Belo Horizonte, foi encontrado na manhã desta terça-feira (13). Paulo Henrique Ferreira foi localizado vendendo balas em um sinal no Centro da capital e os familiares tiveram que insistir com uma pessoa que atuava como uma espécie de “chefe” na região para conseguir levá-lo de volta para casa.

“Por volta das 11h da manhã, uma irmã mais velha viu ele. Ela é filha de outro relacionamento da mãe dele, mas ele tinha algum contato com ela e ela o viu. Ele estava no semáforo vendendo bala, a gente entendeu que ele foi aliciado por alguém”, conta o Everaldo Ferreira, tio de Paulo, ao BHAZ.

Segundo o homem, vários indícios levaram a família a desconfiar do aliciamento, que foi constatado pouco depois, quando os familiares estiveram no local e precisaram conversar com uma pessoa para liberar Paulo. “Ele estava meio eufórico, a gente acha até que por uso de algum entorpecente, aí ele ficou meio resistente, não querendo vir, falando que estava junto dos amigos dele e que iria morar na rua”, lembra Everaldo.

O rapaz, que faz tratamento de um transtorno mental há anos, continuou resistente e a irmã precisou chamar outros parentes para ajudar. “Meus irmãos foram e aí tinha uma pessoa que estava ‘de posse’ dele e eles conversaram. A pessoa estava até um pouco resistente, mas depois entendeu que ele tem família e tem pessoas que amam, que gostam dele, então ele acabou sendo convencido a voltar”, conta o tio de Paulo.

Novos cuidados

Apesar dos momentos de tensão vividos desde domingo, quando Paulo desapareceu, a família está mais aliviada. Agora, o foco é intensificar os cuidados com o jovem e fazer uma bateria de exames para garantir que a saúde dele não foi comprometida durante o período desaparecido.

O primeiro será um teste de Covid-19 para que Paulo possa voltar para casa. Como ele vive com familiares, alguns do grupo de risco da doença, Paulo foi para um sítio da família para ficar afastado até poder fazer o teste. “É um lugar mais tranquilo, para ver como está a saúde dele. Ele foi tomar um banho, trocar as roupas, fazer o teste e amanhã a gente já vai providenciar para fazer outros exames. O certo é que a gente vai tratar de tudo quanto à saúde dele”, afirma Everaldo.

“Aparentemente, ele está bem”, complementa o tio do rapaz. Mesmo assim, a experiência de Paulo fora de casa foi suficiente para deixar a família alerta. “Ele faz uso de remédio controlado e a pessoa que esteve com ele confirmou que ele chegou a fazer uso de bebida alcoólica. Na rua, nessa situação, ele acabou tendo contato e se expondo a muita coisa que, até então, ele não tinha conhecimento. Mas a gente vai continuar cuidando, dando a ele o carinho e a atenção que ele precisa”, conclui Everaldo.

Edição: Roberth Costa
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

Comentários