Mais vítimas denunciam dentista preso por se masturbar durante consulta em Minas

Pertences de dentista apreendidos
Operação da Polícia Civil apreendeu diversos materiais do suspeito (Polícia Civil/Divulgação)

Nove vítimas e três testemunhas procuraram a Polícia Civil para denunciar um dentista, de 34 anos, que foi preso na última segunda-feira (12) por se masturbar em frente a uma adolescente, durante uma consulta odontológica. A Polícia Civil cumpriu, hoje (19), novo mandado de prisão contra o homem, além de mandados de busca e apreensão, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

O dentista havia sido preso em flagrante após uma jovem de 17 anos denunciar a importunação sexual (relembre aqui). Durante investigações da Polícia Civil, outras vítimas procuraram a corporação para denunciar o mesmo homem. Ele chegou a ser autuado, mas acabou sendo solto.

“No momento em que elas tomaram conhecimento de que ele havia sido solto, ficaram com receio quanto a sua integridade física e com medo de denunciar. Então, requeremos a prisão preventiva dele, assim como mandados de busca e apreensão”, explica a delegada Ione Barbosa.

Busca e apreensão

Os mandados foram cumpridos por meio da operação “Sorriso Seguro”. O homem foi preso novamente na casa da mãe dele, e os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos no local, além da própria casa do suspeito e do seu consultório odontológico.

Os policiais apreenderam 600 fichas de atendimento, três notebooks, dois computadores, duas câmeras, uma filmadora e o celular do dentista. Todo o material foi submetido a perícia técnica e, segundo a delegada, o inquérito deve ser concluído em no máximo dez dias.

Ela também ressalta que outras vítimas e testemunhas dos crimes cometidos pelo homem, além das doze pessoas já ouvidas, devem procurar a Polícia Civil. Elas podem ir direto à 1ª Delegacia Regional em Juiz de Fora, na rua Custódio Tristão, 76, bairro Santa Terezinha.

É crime

O crime de importunação sexual se tornou lei em 2018 e é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de um a 5 anos de prisão.

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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