Manifestantes bolsonaristas fazem ato pelo voto impresso em BH

Manifestantes pedem voto impresso em BH
Manifestantes também pedem a prisão do ex-presidente Lula e se manifestam contra o prefeito Alexandre Kalil (Reprodução/@BrunoEnglerDM/Twitter)

Em Belo Horizonte e em outras cidades do país, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúnem neste domingo (1°) para pedir o voto impresso. Na capital mineira, o ato começou às 10h, na Praça da Liberdade. Apesar dos questionamentos feitos em torno do processo de votação, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reafirma que a urna eletrônica permite a recontagem de votos e é auditável.

Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram os manifestantes reunidos na praça, com faixas pedindo “transparência” nas eleições brasileiras, além de demonstrar apoio ao presidente da República. O próprio mandatário defende que o voto no país seja impresso e alega que a urna eletrônica não é confiável, mas nunca apresentou provas.

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, gritam os manifestantes na Praça da Liberdade, que em sua maioria usam camisas da seleção brasileira e carregam bandeiras do país. Grande parte, ainda segundo imagens compartilhadas nas redes sociais, não usa máscaras de proteção contra a Covid-19.

Além de pedir o voto impresso, os participantes ainda pedem a prisão do ex-presidente Lula e se manifestam contra o prefeito Alexandre Kalil (PSD). “A gente não vai deixar esse prefeito dominar essa cidade. Um prefeito que quer calar a população, que não quer deixar o cidadão de bem trabalhar”, disse o vereador Ciro Pereira (PTB), em discurso.

‘Fraude’

O presidente Jair Bolsonaro é favorável ao voto impresso auditável afirmando que há fraudes na urna eletrônica. Em live nas redes sociais nessa quinta-feira (29), ele chegou a para apresentar o que ele chama de provas das suas alegações, mas trouxe apenas teorias que circulam há anos na internet e que já foram desmentidas anteriormente.

Ao longo de sua fala, Bolsonaro mudou o discurso e admitiu que não pode comprovar se as eleições foram ou não fraudadas. “Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas. São indícios. Crime se desvenda como vários indícios”, declarou.

Bolsonaro afirmou ainda, erroneamente, que a contagem dos votos seria feita em uma sala escura no TSE pelo mesmo homem que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente então repetiu a mentira de que a contagem das eleições hoje seria secreta e de que quer uma apuração pública, algo que não faz sentido, pois atualmente o processo de totalização dos votos já pode ser auditado, inclusive com um registro impresso, que é o boletim da urna.

Urna é segura

O sistema eleitoral vigente no país é seguro e confiável. O TSE realizou a série Fato ou Boato para esclarecer notícias falsas sobre o tema. “A urna eletrônica já possibilita a auditoria da totalização. Ao término da votação, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU), um relatório detalhado com todos os votos digitados no aparelho”.

“Esse documento é colado na porta da seção eleitoral para conferência dos eleitores, que podem comparar o BU apurado de forma eletrônica e divulgado no site do TSE”, informou.

Com Folhapress

Edição: Roberth Costa
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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