Dois adolescentes, de 15 anos, serão internados provisoriamente depois de atingirem com fogos de artifício dois atletas que praticavam atividade física na região da Pampulha, em BH. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), um procedimento foi instaurado para apurar atos infracionais análogos ao crime de explosão.
As investigações identificaram dois episódios praticados da mesma forma, em abril e maio deste ano. Segundo a delegada Carolina Máximo, em uma das ocasiões, um grupo com aproximadamente 30 corredores treinava no Mirante do Sabiá, quando ocupantes de um veículo atiraram fogos de artifício na direção deles.
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Conforme o procedimento de apuração, os policiais ouviram os dois jovens, as duas vítimas, de 36 e 54 anos, além do dono do veículo, identificado como irmão de um dos adolescentes. De acordo com a delegada, as versões apresentadas eram coerentes com os elementos reunidos pela investigação. Além disso, os menores de idade também admitiram a prática.
Ação reiterada e perigosa
Ainda segundo a PCMG, os levantamentos indicaram que não se trata de um episódio isolado. “Foi identificado procedimento paralelo em trâmite na Delegacia de Polícia Civil Noroeste com dinâmica semelhante e outra vítima atingida em circunstâncias correlatas na mesma região e período aproximado“, destacou.
A delegada ainda afirmou que, após identificação do veículo, um dos adolescentes confessou ter utilizado o carro sem autorização e que passou a lançar os artefatos em direção a pessoas aleatórias acompanhado de um comparsa. De acordo com depoimento dos investigados, a intenção era “assustar” as pessoas.
“A conduta investigada extrapola hipótese de mera brincadeira ou imprudência juvenil, evidenciando emprego deliberado de meio com concreta capacidade lesiva e potencial para produção de resultado letal”, evidenciou Carolina.
Nesse sentido, a delegada afirmou que se trata de uma ação reiterada e perigosa, apesar de não ter ocorrido ferimentos graves, uma vez que colocou em risco a integridade física e a vida de terceiros.
A PCMG representou, então, pela internação dos adolescentes, seguindo os termos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Agora, a Vara Infracional da Infância e Juventude adotará as providências legais cabíveis.













