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FOTOS: Baianas Ozadas importa baianidade para o Carnaval de BH

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Bloco Baianas Ozadas
Bloco Baianas Ozadas. Foto: Igor Ribeiro/BHAZ

Quem passa pela avenida Afonso Pena na segunda-feira de Carnaval e vê a lavagem das escadarias da Igreja de São José sabe o que está por vir. Há anos a tradição abre o festejo do Baianas Ozadas, um dos maiores blocos da folia belo-horizontina. Em 2024, o costume se manteve. Por volta das 10h de hoje (12), os integrantes do coletivo banhavam a entrada templo, em sinal de luta contra a intolerância religiosa.

“É um momento singular que só o Baianas proporciona no carnaval da capital. É momento de elevar o pensamento e vibrar boas energias. Não importa o credo, e sim uma reflexão em favor da paz, da fraternidade e cuidado com a cidade”, explica Geo Ozada, fundador e vocalista do Baianas Ozadas.

Apesar de basilar na construção do bloco, a luta contra a intolerância não é o único estandarte levantado no cortejo. “Reconhecer parte da natureza e reverenciar os elementos, plantas e árvores é um ponto em comum nas religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda. Diante disso, para o Carnaval deste ano o Baianas Ozadas preparou ações para despertar a consciência dos foliões acerca da sustentabilidade”, conta o fundador.

Os interessados em conferir as ações devem se apressar para alcançar o bloco no trajeto já usual. Após concentração na porta da Igreja São José, no Centro da cidade, o Baianas segue pela Afonso Pena até o Pirulito da Praça Sete, quando dobra à direita e segue pela avenida Amazonas. Neste ano, o Ara Ketu, um dos mais importantes blocos afro de Salvador, é o homenageado do cortejo, com o tema “Sou o Caçador da Alegria”.

Ozadia e pioneirismo

Geo Ozado é baiano e mora em Belo Horizonte há 40 anos. Quando decidiu formar o bloco Baianas Ozadas, os ensaios aconteciam na casa onde ele morava, no bairro Santa Tereza. Depois de lá, o grupo passou a ensaiar no Necup (Núcleo de Estudos de Cultura Popular), tendo sido o primeiro bloco a utilizar o espaço.

Em 2013, quando o bloco saiu pela primeira vez, o grupo já contava com 10 mil foliões como público, recorda Geo. “A partir daí, ele foi tendo um crescimento vertiginoso de público, triplicou em 2014, sempre com carnavais temáticos”, conta o fundador.

Dentro das temáticas, o Baianas Ozadas já homenageou, ao longo dos anos, o pai do axé music, Luiz Caldas; o centenário de Dorival Caymmi e os blocos afros de Salvador. “Em 2017, foi o auge do Baianas e acho que do Carnaval de BH. O bloco foi noticiado com 500 mil pessoas de público”, lembra Geo Ozado.

Para o fundador do bloco, o Baianas Ozadas é o pioneiro do Carnaval de BH em tocar somente músicas baianas no repertório. “Pode falar que quem baianizou o Carnaval de Belo Horizonte fomos nós. O Baianas Ozadas é o bloco que baianizou o Carnaval de BH”.

Thiago Cândido

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Colunista no programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Estagiário do BHAZ desde setembro de 2023.

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