Assim como São Paulo e Nova York, Belo Horizonte terá um mirante de vidro, onde os visitantes poderão “flutuar” pelo céu da região Central nos próximos meses. O tradicional Edifício Acaiaca, localizado na esquina entre as ruas Espírito Santo, Tamóios e a avenida Afonso Pena, em BH, vai instalar um elevador e uma plataforma totalmente de vidro. Conforme apurou o BHAZ, as estruturas têm previsão de inauguração entre o fim de setembro e o início de outubro.
O síndico do edifício, Antônio Rocha Miranda, afirmou ao BHAZ que a estrutura e o elevador de vidro já foram adquiridos e aguardam apenas a instalação.
“A documentação está toda aprovada. O elevador chegará até o topo do prédio, o 30º andar, onde ficará instalada a plataforma, que também é de vidro. As pessoas poderão flutuar sobre BH e terão essa cidade maravilhosa aos pés”, comentou.
Antônio também contou que, após a instalação das estruturas, o Circuito de Entretenimento Arte e Cultura Acaiaca (Ceac) vai focar no projeto da tirolesa, já que ele ainda precisa passar por avaliação técnica de órgãos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Em 2024, a gestão do edifício já havia informado sobre o cabo aéreo que ligará o topo do prédio ao Parque Municipal.
“A tirolesa já está aprovada no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH, desde 2017. Agora, precisamos focar nas avaliações técnicas para fazer funcionar. Tudo indica que, no próximo ano, ela já estará operando”, disse.
Segundo o síndico, ambas as estruturas são financiadas com recursos próprios do prédio, que conta com apoio do Instituto Prisma, responsável pela administração do Acaiaca. “Nós precisamos do apoio de instituições e empresas, por meio da Lei Rouanet, porque queremos fazer várias coisas legais para a cidade. Também contamos com a população da capital”, relatou.
Projetado pelo arquiteto Luiz Pinto Coelho, em 1943, e inaugurado quatro anos depois, em 1947, a construção esbanja uma história intimamente ligada à da capital. É possível definir o edifício de diversas formas, mas há uma unanimidade entre os conhecedores: ele representa uma síntese instigante entre cultura, história e arquitetura na cidade.
Avenida da Cultura
Em entrevista exclusiva ao BHAZ, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que as ações no Acaiaca ajudam a compor o projeto Avenida Cultural, que transforma a Afonso Pena em um grande corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo da capital, sob coordenação da Secult-MG.
“É uma coisa que está muito em voga nas capitais, esse espaço de vidro. As pessoas poderão ter a impressão de estar acima da cidade. Além da tirolesa, que irá sair do topo do prédio até o Parque Municipal. Olha que maravilha: cultura, paisagem urbana e a sensação de viver o Centro de outra maneira”, explicou.
A Avenida Cultural, lançada nessa quinta-feira (18), é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e do Cine Theatro Brasil e Associação Cine Theatro Brasil. O projeto também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira.
Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia os espaços ligados à rede. Entre eles estão o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Ceac, o Automóvel Clube e a Igreja São José.
“Nós iremos fazer uma roteirização. As pessoas poderão percorrer espaços culturais que permitem passar um dia inteiro na Avenida Afonso Pena. Esse roteiro incluirá cafés, a rota indigenista, por meio da pintura e da arquitetura, a rota das artes e diversas atividades culturais”, contou.
Bunker
Em janeiro do ano passado, foi inaugurado o famoso bunker do Acaiaca, projetado para servir como refúgio contra bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial. Totalmente restaurado, o espaço ganhou uma ambientação especial inspirada no período bélico, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva repleta de memórias históricas.
O bunker abriga pinturas criadas pelas artistas mineiras Vilma Coelho e Carol Smocowisk, além dos artistas Gabriel e Juliana Dias, Hogenério e Mary Ramos. As obras retratam soldados, camuflagens e personagens de diferentes idades, evocando as tensões e as esperanças vividas durante a guerra. Os elementos artísticos ajudam a ampliar a dimensão histórica e emocional da visita.
Outro destaque são as saídas subterrâneas planejadas como rotas de fuga. Durante as visitas guiadas, o público também conhece a lenda de que os túneis se conectam a diferentes pontos da cidade, um mistério que segue despertando a curiosidade dos visitantes.
As visitas ao bunker ocorrem de quinta a domingo, das 16h30 às 20h30, em sessões com duração de uma hora. Grupos fechados, excursões escolares e visitas particulares podem agendar horários especiais, mediante formação mínima de 30 participantes.
Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla, neste link, e podem ser adquiridos separadamente ou em conjunto com a visita ao mirante do Acaiaca. Confira os valores:
- Bunker:
- Inteira: R$ 35,00
- Social: R$ 25,0
- Combo Bunker + Mirante:
- Inteira: R$ 60,00
- Social: R$ 40,00










