Ainda é difícil falar do neto querido, mas em duas palavras, Osmar da Silva definiu, em conversa com o BHAZ, quem era Gael Lucas Silva Lima, de 3 anos, morto na tarde dessa sexta-feira (17), em Nova Lima, na Grande BH, após ser atropelado por um carro dirigido por uma motorista inabilitada. Ele brincava no canteiro central de uma avenida quando foi atingido. “Ele era estudioso e inteligente”, lamentou o avô.
O velório da criança ainda não tem hora para começar, mas já começou a ser preparado. Familiares e amigos vão se despedir de Gael na Igreja Evangélica Recomeçar, no bairro Balneário Água Limpa, em Nova Lima; o mesmo bairro onde o acidente foi registrado.
O carro que atingiu Gael era conduzido por uma jovem, de 22 anos. Em depoimento, ela afirmou que está aprendendo a dirigir há alguns meses e confirmou que não possui CNH. Segundo a PM, testemunhas relataram que ela tentou deixar o local após o acidente, mas foi impedida por populares até a chegada dos policiais.
Ao lado dela estava o passageiro, dono do carro e tio da vítima, de 50 anos. Ele confirmou que também não é habilitado e admitiu ter autorizado a sobrinha a conduzir o veículo. Em nota, Wesley André Soares, advogado dos dois, afirmou que o carro deles foi fechado por outro veículo, fazendo com que a condutora perdesse o controle da direção, subisse no canteiro central e atingisse a criança. Os advogados também negaram que João estivesse ensinando ela a dirigir no momento do acidente. A defesa acrescentou que os dois foram submetidos ao teste do bafômetro na delegacia, com resultado negativo para ingestão de álcool, e destacou que, embora a condutora não possuísse Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ela já havia sido aprovada na prova teórica e concluído as aulas práticas de direção.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que um homem os dois foram conduzidos, e após serem ouvidos por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital, foi ratificada a prisão em flagrante delito da condutora por praticar homicídio culposo na direção de veículo. Em seguida, ela ficou à disposição da justiça.
Em relação ao homem, a Polícia Civil instaurou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e após a conclusão dos procedimentos legais, ele foi liberado, e se comprometeu a comparecer perante o Juizado Especial Criminal.









