A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) definiu cinco áreas como prioritárias para as intervenções previstas no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, que poderão ser financiadas pelo empréstimo de até R$ 1 bilhão autorizado pela Câmara Municipal. A relação não necessariamente representa todo o conjunto de obras. Ao apresentar o planejamento à Câmara, a Prefeitura cita os cinco pontos como prioritários e, na sequência, faz referência a outras intervenções previstas ao longo do Anel Rodoviário.
Os locais foram citados pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI) em resposta a questionamentos feitos pelos vereadores durante a tramitação do projeto. A documentação, no entanto, ainda não detalha quais obras serão executadas em cada um desses pontos nem informa os quilômetros exatos dos trechos que deverão receber intervenções.
O planejamento inclui a Praça São Vicente, os viadutos Teresa Cristina e São Francisco e o viaduto e os acessos da Avenida Amazonas e da BR-040. Em resposta ao BHAZ, a PBH detalhou outras intervenções previstas no planejamento.
Entre elas estão a implantação de novas áreas de escape, com alargamento viário associado; o alargamento de faixa e a recuperação estrutural do Viaduto São Francisco; o alargamento de faixa no Viaduto São Vicente; e obras no Complexo Amazonas.
Também estão previstas intervenções no Pontilhão do Metrô, em convênio com o Governo de Minas, além da implantação e adequação de passarelas em três pontos: no bairro Madre Gertrudes, na região Oeste; no bairro Bernadete, na região do Barreiro; e nas proximidades do Trevo São Francisco e da avenida Presidente Antônio Carlos, na região da Pampulha.
As intervenções se somam à obra de melhoria da infraestrutura viária na interseção do Novo Anel com a avenida Presidente Juscelino Kubitschek (Via Expressa), que já está em execução.
A Prefeitura afirma que pretende contratar conjuntamente os projetos e as obras das principais intervenções, por meio de licitação integrada. Segundo a administração municipal, os empreendimentos estão em diferentes etapas de estudos e desenvolvimento, e a execução será feita de forma gradual, conforme o andamento dos processos de contratação.
Encontro com Dilma
Em uma missão oficial à China em outubro do ano passado, o prefeito Álvaro Damião se encontrou com Dilma Rousseff, atual presidente do NBD. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que pediu o empréstimo ao banco do Brics.
“Agenda de trabalho com a presidente do Banco do Brics, Dilma Rousseff, em Xangai. Quando disse a ela que vim a China em busca de recursos para as obras estruturantes do Novo Anel, ela perguntou: ‘quanto custa?’. Repondi: ‘1 bilhão’. Ela fez a conversão imediata em dólares e respondeu: ‘está garantido’”, disse o prefeito em uma publicação à época.








