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Leoa e chimpanzé que morreram no zoo de BH, chegam ao museu PUC Minas

19/11/2025 às 11h17 - Atualizado em 19/11/2025 às 13h17
Suziane Brugnara/PBH + Lívia Ansaloni/PBH

Em menos de 2 dias de diferença, dois animais morreram no zoológico de Belo Horizonte na semana passada, a leoa Pretória, no dia 11, e a chimpanzé Kelly, no dia 12. O Museu da PUC Minas informou na última quinta-feira (13) que os animais chegaram ao museu e passarão por um processo de taxidermia. Futuramente, farão parte da exposição no museu, com intuito de promover a educação ambiental e científica.

 “Já que esse animal teve toda sua vida dentro de um jardim zoológico, dedicada à população, a gente pensa que é um bom destino dar um propósito à morte deste animal”, fala Henrique Paprocki, diretor do Museu da PUC Minas, que explicou ao BHAZ que os animais que chegam ao museu tem um propósito educativo.

Muitos animais não cabem em exposições, por exemplo, são dedicados ao acervo e usados para produção de ciência e estudo morfológico.

A chegada dos animais é uma parceria entre a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e a Universidade, que recebe animais que morreram por causas naturais para estudos e integração à coleção do Museu.

Destino de Kelly e Pretória

A Chipanze Kelly integrará uma nova exposição no museu da PUC Minas, conforme informa Henrique, que será inaugurada possivelmente em março de 2026. “Vai ser a exposição mais importante de evolução humana aqui do Brasil. E os chimpanzés são os nossos irmãos mais próximos como espécie.

A exposição contará com 25 vitrines e mais de 500 peças, incluindo réplicas de ancestrais importantes da espécie humana. A Chipanze já está sendo preparada.

Já a Leoa Predatória, vai demorar mais para ser preparada, em razão da priorização desta nova exposição.

Taxidermia

A taxidermia é um processo que faz a limpeza e preparo das espécies para fins educativos e de pesquisa. O procedimento é a preservação da pele dos animais, retirando as estruturas internas dele. Dessa maneira, a pele passa por procedimentos químicos para a preservação, enquanto todo o interior do animal é preenchido com um material que tenha menos de chance de entrar em decomposição.

Quando a taxidermia é para exposição, se realiza o processo de naturalização, que traz o efeito de movimento ao animal. Nesse processo, a primeira coisa que se faz é separar o corpo da pele, a pele tratada para poder cobrir um manequim e os ossos, são usados para montar um esqueleto, conta Henrique.

Museu da PUC Minas

Atualmente, outros animais do Zoológico de Belo Horizonte compõem o acervo do Museu PUC Minas, como a rinoceronte-branco Luna, que faleceu em outubro de 2023, o gorila Idi Amin, as girafas Ana Raio e Zola e os elefantes Joca e Margareth.

O museu fica localizado na PUC Minas do Coração Eucarístico, localizado na avenida Dom José Gaspar, 290. O local fica aberto de terça-feira a sábado: das 9 às 17 horas e os ingressos podem ser comprados na bilheteria do local ou pelo site.

Mariana Brandão

É estudante de jornalismo pela PUC Minas e repórter do BHAZ desde setembro de 2025. Atuou na TV Horizonte e na comunicação interna da ALMG. Ganhou o prêmio na categoria de Assessoria de Imprensa do Expocom Sudeste com ações realizadas no Quilombo de Pinhões e o Prêmio Sebrae 2025 a categoria Jornalismo Universitário com a matéria “Empreendedores nas favelas: do Aglomerado ao Cabana”
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Mariana Brandão

Email: [email protected]

Estudante de Jornalismo

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