Após mais de sete horas de suspensão dos voos, a pista do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, foi liberada neste sábado (26). A interdição causou transtornos para os passageiros com o cancelamento e atrasos de mais de 20 viagens.
Segundo a BH Airport, concessionária responsável pelo terminal, a pista foi liberada às 15h08, após a conclusão da intervenção pontual realizada no local.
Em nota, a concessionária informou que o aeroporto mantém contato com as companhias aéreas e acompanha a retomada gradual das operações ao longo do dia. Ela orienta que os passageiros consultem diretamente suas companhias para obter informações atualizadas sobre os voos. “Lamentamos os transtornos e reforçamos que a segurança das pessoas é nossa prioridade absoluta”, destacou.
Filas e falta de informação
O problema na pista causou filas, aglomeração e transtornos no terminal neste sábado (26). Passageiros relataram esperar por até 3 horas dentro de aeronaves para poderem desembarcar. Na internet, outros reclamaram da falta de informação sobre os voos e assistência ineficiente das companhias.
O passageiro Arthur Lisboa, que tinha voo para São Paulo previsto para as 7h, chegou ao aeroporto por volta das 6h e ficou cerca de três horas e meia dentro da aeronave.
Segundo ele, os passageiros foram informados inicialmente sobre problemas em Congonhas, mas depois receberam a orientação de que as decolagens em Confins estavam suspensas devido a um problema na pista.
Por volta das 10h40, os passageiros desembarcaram. Arthur informou que o voo não foi cancelado e que ele já voltou a embarcar para São Paulo.
Posicionamento da GOL
Em nota ao BHAZ, a GOL confirmou que alguns voos foram cancelados devido ao fechamento temporário da pista de Confins por causa do buraco.
A companhia informou que os passageiros afetados estão sendo acomodados em outros voos, conforme as regras previstas na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a GOL, as medidas adotadas em relação aos voos afetados tiveram como prioridade a segurança.
Até a publicação desta matéria, LATAM e Azul não haviam respondido ao BHAZ sobre os impactos da suspensão nos voos das companhias.







